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Análise de seiva das plantas auxilia na tomada de decisão na fertirrigação

09/05/2022

A busca pelo conhecimento do estado nutricional da planta é realizada de maneira constante na agricultura, através de métodos como análise foliar e mais recentemente a análise de seiva. A análise foliar é bastante utilizada, pois representa o acúmulo de nutrientes desde a formação da folha até a colheita. Quanto a análise de seiva é uma técnica que indica o estado nutricional e a demanda por nutrientes no estado atual da planta e em todas as fases, servindo de base para programas de fertirrigação, de forma rápida e prática.

Através da utilização da fertirrigação, o produtor consegue realizar aplicações frequentes de nutrientes. Com os preços dos insumos em patamares elevados, a adubação deve ser realizada da maneira mais assertiva possível, e a análise de seiva se encaixa perfeitamente, já que com o desenvolvimento de parâmetros específicos para cada tipo de variedade e fase fenológica, o produtor consegue evitar perdas por falta ou excesso de nutrientes.  

Segundo Cadahía et al. (2005) no livro “Fertirrigação: Cultivos hortícolas, frutas e ornamentais, na cultura da videira”, se verificou que a análise de seiva foi mais sensível às variações de adubação, principalmente a potássica. Isto se reflete no dia a dia no campo no vale do São Francisco, por exemplo, onde a técnica está apurada e os produtores conseguem realizar adubações potássicas via fertirrigação em algumas variedades de uva através dos resultados da extração, refletindo em melhor utilização dos insumos sem perder º Brix (nível de doçura), qualidade e produtividade.

Por se tratar da extração de material de tecidos condutores como o pecíolo e nervuras, a composição da seiva pode variar de acordo com a hora do dia, órgão amostrado, posição na planta, adubação, condições climáticas e, portanto, deve ser usada, principalmente, em avaliações nutricionais pontuais, com a utilização de procedimentos bem determinados no que diz respeito à coleta, transporte, avaliação e interpretação, que devem ser seguidos à risca, para que não haja erro de interpretação do resultado. O produtor cada vez mais munido de informações técnicas, tende a tomar melhor decisão na utilização dos insumos, ofertando no momento e na quantidade que a planta está necessitando, trazendo retorno financeiro através de alta produtividade e qualidade na lavoura.

Maxwell Soares da Silva, Especialista Agronômico da Netafim

Revista Cultivar

 

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