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Redução de estresse hídrico em milho

Página 20 | 14/10/2021 | Thiago Corrêa de Souza, Universidade Federal de Alfenas; Paulo César Magalhães, Embrapa Milho e Sorgo

Preocupação crescente entre os produtores, os desafios climáticos cada vez mais demandam a busca por respostas. Entre as pesquisas em andamento está a aplicação de açúcar trealose e de uma mistura de derivados que pode induzir tolerância ao déficit hídrico na cultura do milho.


É possível reduzir os efeitos do estresse hídrico em cultivos agrícolas como o milho? Com o objetivo de responder a essa questão uma pesquisa foi realizada pela Universidade Federal de Alfenas (Unifal), em Minas Gerais, em parceria com a Embrapa Milho e Sorgo, com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). 

Foi testada uma mistura de derivados tosila e azida de trealose quanto à sua capacidade de mitigar o estresse induzido pelo déficit hídrico (seca) no milho por meio de análises de eficiência da fotossíntese. O experimento foi conduzido em vasos e em casa de vegetação, utilizando um híbrido de milho sensível à seca.

Antes é necessário entender o que seria essa substância aplicada. A trealose (Figura 1) é um dissacarídeo não redutor constituído de duas glicoses. A estrutura é similar ao famoso açúcar sacarose, porém com ligações químicas diferentes. A trealose é muito apreciada pelas indústrias por ser um açúcar natural amplamente encontrado na natureza (cogumelos, camarões, insetos, bactérias e plantas). Na indústria, inclusive, é utilizada como conservante de alimentos, principalmente envolvendo a inibição da desidratação.

Em plantas, a trealose é produzida em suas células, em pequena quantidade, com a função de proteção contra o dessecamento e estresse por déficit hídrico. Vários artigos científicos vêm mostrando que uma pulverização foliar de trealose, ou seja, uma aplicação exógena desse produto, pode induzir a tolerância ao déficit hídrico aumentando parâmetros fisiológicos, biomassa e consequentmente a produção de grãos. Então a trealose já é comprovada como uma substância que ameniza o déficit hídrico, podendo ser chamada então de bioestimulante, ou seja, substâncias que induzem tolerância a estresses em plantas.

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