Show Rural apresenta campeões de produtividade de soja e milho 23-24

Os índices alcançados neste certame chegam a ser o dobro da média colhida, tanto na soja quanto no milho, no estado do Paraná

03.04.2024 | 15:08 (UTC -3)
Jean Paterno
Foto: divulgação
Foto: divulgação

A Brasmax, com a variedade 61I63RSF IPRO (Lótus), soja de primeira época (93,68 sacas/hectare), e a NK Sementes, com o híbrido NK 501 VIP3, milho de primeiro plantio (230,40 sacas/hectare), são as marcas campeãs do teste de produtividade 2023/2024 do 36º Show Rural Coopavel. Os números acabam de ser anunciados pela área técnica do evento e os resultados, mais uma vez, surpreendem. Os índices alcançados neste certame chegam a ser o dobro da média colhida, tanto na soja quanto no milho, no estado do Paraná.

“Os cultivos acontecem observando o que há de melhor em adubação e manejo, permitindo que todo potencial produtivo dos híbridos e cultivares, resultado de pesquisas milionárias de empresas que estão entre as maiores do seu segmento no mundo, sejam revelados”, destaca o coordenador geral do Show Rural Coopavel, o engenheiro agrônomo, Rogério Rizzardi. Todas as áreas dedicadas aos testes são preparadas e cuidadas exatamente da mesma forma, justamente para que os números alcançados sejam precisos, conforme Rizzardi.

A seriedade desse trabalho, que é tradicional no Show Rural Coopavel, o maior evento técnico do agronegócio da América do Sul e um dos três maiores do planeta, faz com que o resultado seja aguardado com bastante expectativa pelos produtores rurais que, a partir disso, definem a melhor solução para a sua propriedade, observa o presidente Dilvo Grolli, destacando essa contribuição do evento à economia regional. “Desde que o Show Rural começou, há 36 anos, as produtividades da soja e milho cresceram mais de 200% no Oeste do Paraná”, pontua Dilvo.

Os campeões

O segundo melhor resultado na soja primeira época, com plantio no dia 20 de setembro de 2023, foi alcançado pela variedade 57I59RSF IPRO (Cromo TF), da Brasmax, com 91,81 sacas por hectare. Em terceiro ficou a Golden Harvest com a variedade GH 2258 IPRO, com produtividade de 86,39 sacas por hectare. A TMG 7262 RR, da TMG, ficou em quarto com 86,28 sacas por hectare, e em quinto ficou a Pioneer, P 96R10 IPRO, com 84,41 sacas por hectare. Na primeira época, foram testadas 32 cultivares.

Na soja segunda época (plantio em 10 de outubro), os cinco melhores resultados foram os seguintes: TMG 2360 IPRO, da TMG, com 91,69 sacas por hectare; em segundo a 57IX60RSF 12 X (Torque), da Brasmax, com 91,33 sacas/hectare; em terceiro ficou a 51IX51RSF 12 X (Trovão), da Brasmax, com 90,96 sacas por hectare; em quarto a P 95Y02 IPRO, da Pioneer, com 90,11 sacas/hectare, e em quinto a FTR 3557 IPRO, da FTS Sementes, com 88,39 sacas/hectare. Na segunda época, foram testadas 38 cultivares. A média da soja, primeira e segunda safras, no Paraná, ficou em 49,41 sacas por hectare.

Milho

A Sementes NK conquistou também o segundo melhor desempenho no milho primeira época, com plantio em 11 de setembro de 2023. A NK 520 VIP3 alcançou produtividade de 218,57 sacas por hectare. Em terceiro ficou a MG 616 PWU, da Morgan, com 208,39 sacas/hectare; em quarto a FS 615 PWU, da Forseed, com 199,19 sacas/hectare, e em quinto lugar ficou a B2801 PWU, da Brevant, com 197,78 sacas/hectare. No teste de produtividade, do milho primeira época, 19 híbridos foram inscritos.

O milho segunda época, cultivado no dia 29 de setembro de 2023, apresentou os seguintes resultados: primeiro lugar NK 501 VIP3, da Sementes NK, com 224,34 sacas/hectare; em segundo ficou a FS 575 PWU, da Forseed, com 199 sacas/hectare; em terceiro a FS 615 PWU, da Forseed, com 196,84 sacas/hectare; em quarto a FS 670 PWU, da Forseed, com 191,12 sacas/hectare, e em quinto a P 3898, da Pioneer, com 189,44 sacas/hectare. Dezenove híbridos foram inscritos na testagem do segundo plantio. A média de produtividade do milho, no Paraná (primeira e segunda épocas), foi de 123,33 sacas por hectare.

Clima

Mesmo com o bom desempenho alcançado nos testes de produtividade do 36º Show Rural, o resultado ficou um pouco abaixo do esperado e no comparativo com o que foi apurado em 2022/2023, consequência de circunstâncias climáticas, informa o engenheiro agrônomo Matheus Henrique de Souza. No início da instalação das culturas houve muita chuva, o que gerou atraso no desenvolvimento vegetativo. E no momento do enchimento do grão, ocorreram temperaturas bastante elevadas na região, fator que também contribuiu para afetar o desempenho das plantas.

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