RS Safra 2024/25: estiagem impacta produção e colheita avança
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Pesquisadores identificaram mecanismo que conecta a imunidade das plantas ao seu status nutricional. O estudo revelou que os peptídeos codificados na terminação C (CEPs) desempenham papel na defesa contra patógenos ao modular a imunidade da planta com base na disponibilidade de nitrogênio.
A descoberta pode impactar estratégias agrícolas voltadas para o fortalecimento da resistência de culturas a doenças sem comprometer o crescimento vegetal.
A pesquisa foi conduzida com Arabidopsis thaliana, planta modelo para estudos genéticos. Os cientistas demonstraram que os CEPs, conhecidos por regular o crescimento das raízes e a sinalização de demanda por nitrogênio, também ativam respostas imunológicas.
Os resultados mostram que esses peptídeos são essenciais para a resistência contra a bactéria Pseudomonas syringae pv. tomato, patógeno comum em culturas agrícolas.
Os CEPs interagem com receptores específicos na superfície celular, como CEPR1, CEPR2 e RLK7. A ativação desses receptores desencadeia uma resposta imune que inclui a ativação de proteínas quinases e a produção de etileno, hormônio vegetal relacionado à defesa.
O estudo demonstrou que plantas com deficiência nos genes responsáveis pela produção de CEPs ou seus receptores apresentaram maior suscetibilidade a infecções.
Outro achado relevante é que a eficácia da sinalização CEP na imunidade vegetal depende do status nutricional da planta. Sob condições de baixa disponibilidade de nitrogênio, os CEPs amplificam a resposta imune, promovendo maior resistência a patógenos.
Esse efeito não foi observado em plantas cultivadas em condições normais de fertilização, sugerindo um papel específico da sinalização CEP na adaptação das plantas a solos pobres em nutrientes.
Mais informações podem ser obtidas em doi.org/10.1038/s41467-024-55194-x
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