PR Safra 2024/25: produtividade histórica em milho

A produção pode atingir 2,8 milhões de toneladas, um aumento de 11% em relação ao ciclo anterior

27.02.2025 | 16:07 (UTC -3)
Revista Cultivar, a partir de informações da SAA/PR

A primeira safra de milho do Paraná pode alcançar a melhor produtividade já registrada no estado. Segundo a Previsão Subjetiva de Safra (PSS), divulgada pelo Departamento de Economia Rural (Deral) nesta quinta-feira (27), a média esperada é de 10,4 mil quilos por hectare.

Caso se confirme, esse resultado superará o recorde de 10,2 mil quilos da safra 2022/23. Mesmo com uma área plantada menor, a produção pode atingir 2,8 milhões de toneladas, um aumento de 11% em relação ao ciclo anterior. A segunda safra também avança e, favorecida pelo clima, pode registrar números expressivos.

A primeira safra de milho ocupa 267,5 mil hectares, 9% a menos do que na safra passada. A redução da área é uma tendência, já que muitos produtores têm priorizado a soja. No entanto, aqueles que mantiveram o cultivo de milho podem colher uma safra altamente produtiva. “Essa produtividade é benéfica, ainda que essa seja uma safra pequena”, avaliou Edmar Gervásio, analista do Deral.

Segunda safra avança

O plantio da segunda safra de milho já alcança 65% dos 2,6 milhões de hectares projetados. Se as condições climáticas continuarem favoráveis, o percentual deve superar 90% nos próximos 15 dias. A estimativa atual é de 15,9 milhões de toneladas, o que pode representar a maior produção da história.

O principal risco para essa safra são geadas moderadas ou fortes em períodos antecipados. No entanto, as lavouras foram plantadas dentro do zoneamento agrícola recomendado, reduzindo os impactos de fenômenos climáticos adversos.

Colheita da soja avança

A colheita da soja no Paraná atingiu 50% da área de 5,77 milhões de hectares. O Deral revisou para baixo a estimativa de produção, que agora é de 21,2 milhões de toneladas, 4,7% menor que a projeção inicial de 22,3 milhões.

A estiagem afetou várias regiões, especialmente Campo Mourão, que perdeu 376 mil toneladas, e o Oeste do Estado, com queda de 317 mil toneladas. Apesar disso, a região Sul pode apresentar melhor produtividade, compensando parte das perdas. “Se isso ocorrer, poderá minimizar as reduções observadas em outras regiões”, explicou Gervásio. Atualmente, 80% das lavouras ainda não colhidas estão classificadas como boas, 17% em condição mediana e 3% ruins.

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