Novo baculovírus controla Cydia pomonella em pomar
CypoNPV apresentou alta patogenicidade em laboratório e controle de até 77,78% em campo
Pesquisadores identificaram resistência ao carbendazim em Neopestalotiopsis clavispora. O levantamento avaliou 85 isolados de fungos do grupo Pestalotiopsis coletados em lavouras da província de Jiangsu, na China. Dezessete apresentaram resistência, frequência equivalente a 20%.
Os isolados resistentes apresentaram concentração inibitória mínima superior a 100 microgramas por mililitro (doi 10.1016/j.aac.2026.09.001). Em avaliações posteriores, seis isolados de Neopestalotiopsis clavispora alcançaram níveis de resistência de altos a extremamente altos. A concentração inibitória mínima variou de 200 a mais de 1.000 microgramas por mililitro. O isolado sensível apresentou valor de 0,2 micrograma por mililitro.
A análise molecular identificou três substituições de aminoácidos na beta-2-tubulina: E197K, E197A e F199Y. Experimentos de substituição gênica confirmaram a capacidade de cada mutação, isoladamente, conferir resistência ao carbendazim.
A modelagem molecular também apontou redução da afinidade entre o fungicida e as proteínas mutantes. A afinidade calculada passou de menos 7,6 quilocalorias por mol na proteína original para valores entre menos 6,7 e menos 6,8 quilocalorias por mol nas formas mutantes.
Os isolados resistentes não apresentaram perda significativa de capacidade de esporulação ou patogenicidade. O crescimento micelial mostrou diferenças pontuais entre isolados. Os ensaios também não detectaram resistência cruzada significativa a fenamacril, prochloraz, fludioxonil ou tebuconazol. Os pesquisadores destacam a necessidade de estratégias de manejo voltadas à resistência e ao uso de fungicidas com diferentes mecanismos de ação.
O uso de carbendazim está proibido no Brasil (Anvisa RDC Nº 739, de 8 de agosto de 2022).
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