FMC registra prejuízo de US$ 2,07 bilhões no terceiro trimestre
Resultado reflete ajustes comerciais de US$ 672 milhões, queda nas vendas e enfraquecimento da demanda por defensivos agrícolas
A Monsanto, subsidiária da Bayer, venceu por unanimidade um julgamento envolvendo o herbicida Roundup nos Estados Unidos. O júri de um tribunal do Missouri rejeitou, em 29 de outubro, as acusações de defeito de projeto, fraude e negligência apresentadas por três demandantes. O processo marcou o primeiro julgamento sobre o produto após decisão da Suprema Corte norte-americana no caso Monsanto v. Durnell.
A disputa envolveu a ação Theresa Aretino e outros contra a Monsanto (20SL-CC03676, Missouri's 21st Judicial Circuit). Os demandantes mantiveram suas acusações após a Suprema Corte restringir, em junho de 2026, a possibilidade de ações estaduais fundamentadas na ausência de advertências sobre riscos do produto.
Na decisão de junho, a Suprema Corte estabeleceu a prevalência da legislação federal sobre determinadas alegações baseadas em normas estaduais. O entendimento considerou a Lei Federal de Inseticidas, Fungicidas e Rodenticidas (FIFRA) e as avaliações de segurança realizadas pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA).
A decisão limitou uma das principais estratégias jurídicas utilizadas nos processos envolvendo o Roundup. Com essa restrição, os demandantes passaram a sustentar acusações relacionadas ao projeto do produto e à negligência da fabricante.
Segundo a Bayer, o resultado representa o primeiro teste judicial dessas alegações após o julgamento do caso Durnell.
O diretor jurídico da Monsanto nos Estados Unidos e responsável global por litígios, Bill Dodero, afirmou que o veredicto reforça a posição da empresa sobre a insuficiência de provas para sustentar as acusações.
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