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Semana termina com chuvas nas principais áreas agrícolas do Brasil
A semeadura da soja alcançou 10% da área projetada para a safra 2026/27 no Rio Grande do Sul, enquanto o plantio do milho atingiu 80%. O arroz irrigado se aproxima da metade da área prevista, e o feijão de primeira safra chegou a 40%. As chuvas frequentes, a elevada umidade do solo e as baixas temperaturas dificultam as operações agrícolas. No milho, há ocorrência de doenças fúngicas e recomenda atenção à cigarrinha-do-milho e aos percevejos. As informações são da Emater/RS.
A soja avançou sete pontos percentuais em relação à semana anterior, quando o plantio alcançava 3%. O índice supera os 6% registrados no mesmo período da safra passada, mas permanece abaixo da média de 12% das últimas cinco safras. A Emater/RS projeta 6.645.384 hectares cultivados, com produtividade de 3.183 quilos por hectare.
As lavouras implantadas apresentam emergência satisfatória e estandes uniformes. O excesso de umidade, contudo, limita a entrada de máquinas e pode comprometer o estabelecimento das plantas em áreas encharcadas.
Na região de Soledade, a semeadura alcança 17% da área. Em Santa Maria, supera 15%. Os trabalhos chegam a 10% em Erechim e Santa Rosa, 8% em Frederico Westphalen, 7% em Ijuí e 5% em Passo Fundo. Na região de Pelotas, apenas 1% da área prevista recebeu sementes.
Na Fronteira Oeste, Maçambará contabiliza 12 mil hectares semeados dos 55 mil previstos. São Borja registra 10,5 mil hectares diante de uma projeção de 105 mil hectares. Em Manoel Viana, o cultivo alcança 8 mil dos 58 mil hectares planejados.
Na Campanha, restrições de crédito bancário e de empresas de insumos provocam redução prevista no uso de fertilizantes. Há relatos de produtores considerando a semeadura sem adubação de base.
O plantio do milho avançou de 78% para 80% da área projetada. O percentual supera os 76% registrados no mesmo período de 2025 e a média histórica de 70%. A estimativa estadual contempla 896.401 hectares e produtividade de 7.711 quilos por hectare.
Entre as lavouras estabelecidas, 95% permanecem em desenvolvimento vegetativo e 5% alcançaram o florescimento. As baixas temperaturas e a reduzida luminosidade retardam o crescimento. O excesso de chuvas compromete a eficiência da adubação nitrogenada em determinadas áreas, além de provocar falhas de estande e replantios pontuais.
A condição fitossanitária geral permanece satisfatória. Entretanto, a umidade favorece doenças fúngicas e exige monitoramento de cigarrinha-do-milho e percevejos.
Em São Borja, técnicos registram incidência de doenças fúngicas, principalmente em lavouras com híbridos menos tolerantes e proteção fitossanitária insuficiente. Na região de Frederico Westphalen, a infestação de cigarrinha permanece baixa, mas as condições ambientais favorecem doenças. O plantio regional alcança 95%.
Na região de Ijuí, a semeadura chegou a 93%. As lavouras entre V4 e V7 recebem adubação nitrogenada de cobertura e controle de plantas daninhas. Nas áreas entre V10 e V12 ou em pré-florescimento, produtores realizam tratamentos fungicidas. A incidência de insetos-praga e as capturas de cigarrinha-do-milho continuam baixas.
Em Soledade, o plantio alcança 65% da área. Prosseguem as aplicações de nitrogênio em cobertura e o controle da cigarrinha. Na região de Santa Rosa, 90% da área recebeu sementes.
A semeadura do arroz irrigado se aproxima de 50% da área projetada no Estado. O Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) prevê 861.779 hectares cultivados. A Emater/RS estima produtividade inicial de 8.741 quilos por hectare.
As chuvas dificultam o plantio e atrasam o desenvolvimento das lavouras estabelecidas. As baixas temperaturas e a reduzida luminosidade provocam amarelecimento das plantas e falhas de estande. Parte das áreas apresenta população de plantas inferior à desejada, com necessidade de replantio.
Em Uruguaiana, a semeadura alcança 82% dos 67.130 hectares previstos. Algumas lavouras precisarão de replantio devido à baixa população de plantas. Em São Borja, o índice chega a 62% dos 26.135 hectares projetados. Em Itaqui, técnicos identificam amarelecimento e desenvolvimento atrasado.
Na região de Pelotas, o plantio alcança 65%. Santa Maria registra aproximadamente 30%, enquanto Soledade contabiliza 20%. Em Pântano Grande, a implantação se aproxima de 70%.
O volume de chuvas também elevou os níveis de água em barragens e mananciais, melhorando a disponibilidade hídrica para a safra.
A semeadura do feijão de primeira safra atinge aproximadamente 40% da área estadual. A Emater/RS projeta 24.587 hectares e produtividade de 1.759 quilos por hectare.
As baixas temperaturas reduzem o ritmo de crescimento, mas não provocam comprometimento generalizado das lavouras. Em algumas áreas, as plantas apresentam entrenós curtos, caules espessos e folhas desenvolvidas. Os cultivos mais adiantados iniciam o florescimento.
Na região de Ijuí, o plantio alcançou 99%. Pouco mais de 1% das lavouras entrou em florescimento. O desenvolvimento vegetativo permanece lento, sem sinais aparentes de comprometimento.
Santa Maria registra 70% da área semeada, enquanto Pelotas alcança 20%. Nas áreas mais altas do Centro-Serra e do Alto da Serra do Botucaraí, o plantio chega a 95%.
Aproximadamente 45% da área estadual de feijão será implantada a partir de janeiro, principalmente nos Campos de Cima da Serra, região caracterizada pelo cultivo de safra única.
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