Fungo mostra potencial contra Phthorimaea operculella
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Iscas artificiais sólidas tratadas com imidacloprido ou Beauveria bassiana reduziram danos causados por Sphenophorus levis em cana-de-açúcar. O efeito apareceu a partir de 30 dias após o início da distribuição quinzenal. Aos 60 dias, os melhores resultados ocorreram com imidacloprido em 50 e 200 iscas por hectare e com Beauveria bassiana em 100 e 200 iscas por hectare.
Essas conclusões decorrem de estudo em área comercial de cana em Mineiros do Tietê, no estado de São Paulo. A área tinha histórico de infestação por Sphenophorus levis. O ensaio usou blocos casualizados, com seis tratamentos e cinco repetições. Cada parcela teve 10 linhas de cana, espaçadas em 1,5 metro, com 250 metros de comprimento.
Os pesquisadores avaliaram iscas com imidacloprido em 50, 100 e 200 iscas por hectare. Também avaliaram iscas com Beauveria bassiana em 100 e 200 iscas por hectare. Um tratamento sem aplicação serviu como controle. As iscas foram distribuídas manualmente na superfície do solo, ao longo das linhas de cana.
As avaliações ocorreram aos 7, 15, 30, 45 e 60 dias. A principal variável foi a porcentagem de bases de colmos danificadas. O estudo também registrou larvas, pupas e adultos por metro linear aos 60 dias.
No início do experimento, todos os tratamentos tinham mais de 20% de bases de colmos danificadas. Até 15 dias, os tratamentos não apresentaram diferenças consistentes em relação ao controle. Aos 30 dias, as iscas com Beauveria bassiana em 100 e 200 iscas por hectare e imidacloprido em 200 iscas por hectare tiveram menor dano médio.
Aos 60 dias, as diferenças ficaram mais evidentes. O controle apresentou maior porcentagem de bases danificadas. O tratamento com imidacloprido em 100 iscas por hectare mostrou maior variação e não diferiu de forma consistente do controle.
As contagens de larvas, pupas e adultos permaneceram baixas durante o estudo. Por isso, a avaliação de danos indicou melhor o efeito dos tratamentos. Segundo os autores, as iscas sólidas, representam alternativa operacional para o manejo integrado de Sphenophorus levis em canaviais comerciais.
O trabalho foi desenvolvido por Alexandre de S. Pinto, Murilo M. da Silva, Matheus G. Berti e Matheus B. Oliva.
Mais informações em doi.org/10.37486/1809-8460.ba21004
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