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A bactéria Streptomyces netropsis Strep_22 reduziu a incidência de doenças causadas por fungos de solo em trigo-duro e tomate. A linhagem também favoreceu parâmetros de crescimento das plantas. Pesquisadores da Universidade de Foggia, na Itália, avaliaram três isolados de Streptomyces em testes de laboratório e casa de vegetação.
Nos ensaios in vitro, Strep_22 apresentou inibição média de 91,52% do crescimento fúngico. O isolado suprimiu 100% do crescimento de Agroathelia rolfsii, Fusarium solani e Sclerotinia sclerotiorum. A atividade superou 85% contra os demais patógenos avaliados, com exceção de Rhizoctonia solani, com 55,45%.
Os cientistas selecionaram Strep_22 para testes em casa de vegetação. No trigo, o tratamento reduziu o índice médio de infecção radicular de 68,80% para 19,64%. Contra Fusarium culmorum, o índice caiu de 69,60% para 14,94%. Para Fusarium oxysporum f. sp. dianthi, a redução passou de 79,06% para 19,65%.
No tomate, Strep_22 reduziu o índice geral de danos radiculares de 23,44% para 6,08%. O tratamento diminuiu os danos provocados por Agroathelia rolfsii de 43,06% para 15,29% e por Fusarium oxysporum de 27,08% para 0,69%.
A bactéria também influenciou o crescimento vegetal. Plantas de trigo tratadas atingiram maior altura e acumularam mais matéria seca. No tomate, o tratamento reduziu os efeitos dos patógenos sobre altura e biomassa. Os pesquisadores apontam Strep_22 como candidata ao desenvolvimento de biofertilizantes e biopesticidas (doi 10.1002/ps.71213).
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