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A colheita do milho segunda safra avança para a reta final no Paraná. De acordo com o Boletim de Condições de Tempo e Cultivo, divulgado nesta terça-feira (25/8) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), as condições climáticas registradas entre 18 e 24 de agosto favoreceram o ritmo das operações em grande parte do Estado.
Apesar do avanço, a umidade dos grãos ainda limita o recebimento da produção em algumas cooperativas. A produtividade apresenta grande variabilidade entre as regiões. Em áreas atingidas por geadas, falta de chuva e outros eventos climáticos, foram observadas reduções de rendimento e qualidade, com ocorrência de grãos avariados. Em alguns casos, houve recusa da produção por parte de armazéns. Já em outras regiões, os resultados permanecem dentro das estimativas.
Enquanto a segunda safra é concluída, produtores já iniciam o planejamento da safra de verão 2026/27. Em algumas regiões, o plantio do milho já começou de forma antecipada. A estratégia busca aproveitar condições climáticas favoráveis e abrir espaço no calendário para o cultivo do feijão de segunda safra. A semeadura deve ganhar ritmo entre o fim de agosto e o início de setembro, conforme as condições meteorológicas.
As lavouras de trigo apresentam desenvolvimento de regular a bom, com áreas em diferentes estádios, desde frutificação e fases reprodutivas até maturação e início da colheita.
Em algumas regiões, a colheita já começou pontualmente e deve ganhar intensidade nas próximas semanas. Em outras, o início está previsto para setembro.
A umidade e os períodos chuvosos favoreceram a ocorrência de doenças, principalmente oídio e doenças de espiga. Também foram registrados relatos de brusone, com potencial de impacto sobre a qualidade dos grãos e a produtividade. Os produtores aproveitaram as janelas de tempo firme para intensificar os tratamentos fitossanitários.
Também foram registradas perdas pontuais provocadas por granizo. De modo geral, o excesso de chuvas desde o início do ciclo reduziu ligeiramente o potencial produtivo esperado em algumas áreas. Por outro lado, lavouras bem manejadas apresentam bom desempenho e perspectivas favoráveis.
A cevada apresenta bom desenvolvimento e avança para as fases reprodutivas e de maturação. A melhora do tempo permitiu a retomada de tratamentos fitossanitários, embora os períodos anteriores de umidade tenham dificultado os manejos e favorecido a ocorrência de oídio em algumas lavouras.
A expectativa de produtividade permanece positiva, mas existe preocupação com a possibilidade de excesso de chuvas durante a colheita, o que pode comprometer a qualidade dos grãos.
As lavouras de aveia-branca e aveia-preta também apresentam, em geral, bom desenvolvimento e avançam para as fases de maturação. O tempo firme permitiu a continuidade dos tratos culturais e demais manejos das culturas de inverno.
Na cana-de-açúcar, a melhora das condições climáticas permitiu recuperar parte do ritmo de colheita prejudicado pelo excesso de chuvas dos meses anteriores. Em algumas regiões, os rendimentos são considerados bons. Também continuam as atividades de replantio e transporte da produção para as usinas. O plantio da cultura se aproxima do fim em parte do Estado.
A batata de segunda safra apresenta boas condições, com lavouras em maturação e colheita. O tempo seco também permitiu, em algumas regiões, o avanço do plantio da primeira safra 2026/27.
No café, a colheita está na fase final. Em diversas localidades, as operações já foram encerradas, restando apenas pequenos produtores em campo. Após a colheita, estão previstos tratos culturais, como podas de formação e, em algumas regiões, novos plantios.
O feijão segue com a colheita dentro do cronograma em algumas regiões. Para a safra 2026/27, há expectativa de redução da área cultivada em parte do Estado. Alguns produtores antecipam o planejamento do milho para viabilizar o cultivo do feijão de segunda safra entre janeiro e fevereiro. A soja também pode avançar sobre parte das áreas atualmente destinadas ao feijão.
No arroz irrigado, o plantio da próxima safra continua em algumas áreas. Diante da previsão de maior ocorrência de chuvas nos próximos meses, produtores anteciparam a semeadura para aproveitar a janela disponível e reduzir os riscos associados ao excesso de precipitações.
Nos pomares, segue a colheita de laranja, uva e goiaba, com comercialização direcionada principalmente a atacarejos regionais. A colheita da tangerina Ponkan está praticamente encerrada. A produtividade foi considerada boa, embora os preços recebidos pelos produtores tenham ficado abaixo das expectativas.
A colheita da mandioca segue dentro do cronograma, enquanto produtores também avançam no plantio de novas áreas. A tendência é de redução da área cultivada na próxima safra, embora a área efetivamente colhida possa sofrer queda menos expressiva devido à permanência de lavouras conduzidas por mais de um ciclo.
Em áreas com brotamento recente, as temperaturas elevadas das últimas semanas aumentaram a necessidade de chuvas para a retomada do desenvolvimento das plantas.
As atividades de adubação para o transplante de tabaco também foram retomadas com a melhora temporária das condições de campo.
De modo geral, as pastagens mantêm bom desenvolvimento e cobertura verde, garantindo condições adequadas para a alimentação dos animais. A disponibilidade de água permanece satisfatória em rios, córregos, açudes e lagos de diversas regiões, atendendo às necessidades das atividades agropecuárias.
O planejamento da soja avança com a preparação das áreas, principalmente por meio de dessecação. A semeadura está prevista para começar após o término do vazio sanitário, em 10 de setembro.
Em parte do Paraná, existe expectativa de antecipação planejada da operação, sem germinação antes do fim do período regulamentar. A estratégia busca aproveitar uma janela adequada no Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a segunda safra e reduzir a exposição ao plantio mais tardio, diante da possibilidade de maior ocorrência de chuvas associada ao cenário de El Niño.
Levantamentos iniciais também apontam avanço da soja sobre parte das áreas anteriormente destinadas ao milho e ao feijão.
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