RS segue livre de greening, aponta monitoramento da Seapi

Levantamento em 77 municípios identificou inseto vetor, mas sem presença da bactéria causadora da doença

29.05.2026 | 14:37 (UTC -3)
Secretaria de Agricultura, edição Revista Cultivar
Foto: Fernando Dias
Foto: Fernando Dias

Os resultados do monitoramento de Huanglongbing (HLB/greening) realizado pela Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul (Seapi-RS) foram apresentados nesta semana durante reunião da Câmara Setorial da Citricultura. O levantamento do ciclo 2025 confirmou que o Estado segue sem registros da bactéria causadora da doença, considerada uma das mais severas da citricultura mundial.

O monitoramento foi realizado em pomares de 77 municípios gaúchos, com a instalação de 374 armadilhas para identificação do inseto vetor Diaphorina citri. Apesar da presença do psilídeo ter sido confirmada, não foram detectadas amostras contaminadas pela bactéria associada ao greening.

Segundo o Departamento de Defesa Vegetal (DDV/Seapi), foram realizadas 4.326 leituras das armadilhas entre novembro de 2025 e março de 2026. A chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal, Deise Feltes Riffel, destacou que a troca das cartelas adesivas ocorreu a cada 15 dias, acompanhada de análise detalhada dos insetos coletados.

“Somente na região do Vale do Caí, concentramos cerca de 70% dos insetos suspeitos encontrados neste ciclo”, afirmou.

Ao todo, foram contabilizados 103 insetos suspeitos, dos quais 88 foram confirmados como Diaphorina citri. Para Deise, o monitoramento contínuo é fundamental para preservar o status fitossanitário gaúcho.

“O Rio Grande do Sul é um dos únicos estados do país sem registro da doença, mas a presença do inseto vetor aumenta a pressão sobre os nossos pomares, especialmente em regiões de agricultura familiar”, ressaltou.

Medidas preventivas mantêm RS livre do greening

Entre as medidas preventivas adotadas no Estado estão as exigências previstas na Portaria nº 1.326 do Ministério da Agricultura (Mapa), que determina a produção de mudas em ambiente protegido e com plantas certificadas. Também são mantidas regras específicas para o ingresso de mudas e frutos vindos de outras unidades da federação.

A representante da Seapi reforçou ainda a importância da participação dos produtores na vigilância fitossanitária. “O produtor é peça fundamental nesse processo. Ao identificar qualquer situação suspeita no pomar, a orientação é procurar imediatamente a inspetoria veterinária da região”, destacou.

Durante a reunião da Câmara Setorial também foram debatidas as perspectivas para a safra atual de citros. A abertura oficial da colheita ocorre nesta sexta-feira (29/5), em Montenegro (RS).

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