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Cientistas chineses reportaram populações de Bipolaris maydis com indícios indiretos de potencial reprodução sexual em condições naturais. Eles encontraram os tipos de acasalamento MAT1-1 e MAT1-2 em todas as escalas avaliadas. A frequência dos dois grupos aproximou-se da proporção de um para um após 2020.
O trabalho analisou 2.582 isolados e acompanhou populações do fungo entre 2015 e 2025. O monitoramento anual reuniu 1.093 isolados de sete locais no sudeste da China. Entre 2015 e 2020, MAT1-2 predominou de forma significativa. De 2021 a 2025, a diferença perdeu significância estatística, com avanço para o equilíbrio entre os dois tipos (doi 10.3390/jof12080624).
A avaliação geográfica incluiu 14 províncias. Os pesquisadores identificaram MAT1-1 em 47,7% dos 776 isolados analisados nessa etapa e MAT1-2 em 52,3%. Oito populações provinciais apresentaram proporção compatível com um para um.
A proximidade entre os tipos também apareceu dentro das lavouras e das folhas. Nos campos avaliados, 197 isolados pertenciam a MAT1-1 e 199 a MAT1-2. Em folhas individuais, todos os locais apresentaram os dois tipos de acasalamento.
Segundo os pesquisadores, a coexistência isoladamente não comprova reprodução sexual. Porém, a distribuição próxima de um para um e a presença simultânea dos tipos opostos aumentam a possibilidade de cruzamento. O estudo não identificou estruturas sexuais de Bipolaris maydis no campo.
A reprodução sexual pode ampliar a diversidade genética do patógeno e favorecer o surgimento de genótipos capazes de superar fungicidas ou resistência do hospedeiro. Os pesquisadores apontam a necessidade de investigar hospedeiros alternativos e outros períodos do ciclo da doença.
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