Tratores asiáticos pressionam o mercado brasileiro

A chegada de novas marcas chinesas, indianas e de outros países asiáticos começa a mexer com uma estrutura há décadas consolidada no mercado brasileiro de tratores. Com preços competitivos, diferentes níveis de tecnologia e planos de importação, montagem e produção local, esse avanço aumenta a pressão sobre os fabricantes já estabelecidos e abre uma série de questionamentos sobre seus efeitos na indústria nacional, na rede de concessionários e, principalmente, para o produtor no longo prazo

22.09.2026 | 10:06 (UTC -3)

O atual mercado nacional de tratores agrícolas é amplamente dominado por um oligopólio de marcas de três grandes grupos mundiais, John Deere, CNH (Case IH e New Holland) e AGCO (Fendt, Massey Ferguson e Valtra). Embora o “share” de cada uma das marcas seja um segredo, algumas informações indicam que mais de 80% das vendas a consumidor sejam repartidos entre estas seis marcas. Isto é apenas uma suposição, pois os dados de unidades vendidas não são públicos e sim, estimados. Algumas empresas, afora as pertencentes aos mencionados três grupos, estão presentes no país há alguns anos, como Agrale, Agritech, LS Tractor, Mahindra, Tramontini e Yanmar. Outros players, como Budny, Forza, Hanomag, Kioti, Kubota, Landini, Lovol, Preet e YTO, são frequentemente encontrados em feiras, exposições, concessionários e, em algumas ocasiões, em trabalho no campo. Algumas destas marcas com pequena participação no mercado local são verdadeiras potências em seus países de origem e várias notícias recentes indicam a chegada ao mercado brasileiro, com diferentes estratégias. Algumas já possuem unidades de montagem e fabricação no país e outras informam a chegada em breve. Também existem fabricantes nacionais que utilizam componentes básicos como motores e transmissões vindas de países asiáticos. 

A oferta de novas tecnologias aplicadas aos tratores no país aumentou nos últimos anos, em particular nas últimas duas décadas. O uso de plataformas e cabinas se popularizou, minimizando esforços físicos e riscos ocupacionais, de exposição ao ruído e à vibração, e os controles de emissões poluentes provocaram a introdução dos sistemas de injeção eletrônica de combustível, entre outras. Estas transformações, decorrentes de normativas nacionais, proporcionaram patamares de conforto e sustentabilidade, não encontrados em produtos das décadas passadas. Porém, esta evolução provocou um incremento no custo destes produtos. 

Uma das oportunidades que os fabricantes de origem asiática estão vendo é a possibilidade de entrar no mercado brasileiro, com um custo de aquisição até 30% menor que a média do produto nacional, oferecendo um equipamento mais simples, com menor especificação, aproveitando o momento de instabilidade econômica dos produtores rurais. Atualmente, o mercado é concentrado e focado em alta tecnologia, inclusive oferecendo recursos de conectividade e agricultura de precisão. Por isso, alguns empresários estão vendo este momento, como a oportunidade asiática e estão investindo para a entrada de novas marcas no país, alcançando uma fatia deste mercado. 

Considerada a marca número um da China, a Lovol conquistou espaço no Brasil com o argumento de utilizar motores com injeção mecânica e confiáveis, somados a cabinas modernas e transmissões continuamente variáveis
Considerada a marca número um da China, a Lovol conquistou espaço no Brasil com o argumento de utilizar motores com injeção mecânica e confiáveis, somados a cabinas modernas e transmissões continuamente variáveis

Mesmo com essa promessa de baixos preços de aquisição, será necessária a oferta de crédito, de preferência oficial, disponibilizada apenas aos produtos nacionalizados, com fábrica e centro de distribuição no país. Portanto, será necessário tornar o produto local, pelas regras do Programa Finame/BNDES. Com isso, será possível obter linhas de crédito. 

Pelo que vemos, analisando os produtos que chegam ao mercado e que, inclusive, já tivemos oportunidade de testar, no campo, há duas vertentes que parecem ter origem na filosofia industrial dos países de origem das marcas. Parece ser que as marcas chinesas se concentram mais em entrar no mercado com quantidade de unidades vendidas, oferta muito rápida de alternativas de eletrificação, inclusive com hibridização, em média e alta potência de motor, com preços altamente competitivos. Não se deve duvidar da capacidade da indústria chinesa em ocupar mercados. 

Alternativamente, a forma de trabalho das marcas indianas reside em oferecer um produto de menor potência, com durabilidade, simplicidade mecânica de uso e manutenção, mirando nos mercados de agricultura familiar, como a fruticultura e a horticultura. 

Os desafios que o mercado brasileiro enfrenta na nova realidade que há de vir, com a entrada destas novas marcas de tratores, residem, principalmente, na estrutura que será criada. Os tratores modernos, cada vez mais, estão inserindo a eletrônica para acionamento de diversos componentes, principalmente para a injeção de combustível e controle de emissões. É sabido que a eletrônica, quando produzida em massa e reduzindo preços, perde qualidade e durabilidade. Os tratores que chegarem irão utilizar eletrônica como os nacionais utilizam agora? Se não, eles cumprirão as normativas de emissões existentes no país? No campo, a máxima é: trator parado é sinônimo de prejuízo irreparável. Na produção agrícola não se pode prorrogar uma operação, sem o respectivo prejuízo. 

Uma dúvida frequente reside sobre a durabilidade destes novos produtos. O baixo uso anual dos tratores, em média nacional de 800 horas ao ano, com durabilidade técnica de 10 mil horas, leva a uma vida útil aproximada de mais de 12 anos. Mas, sabe-se que em pequenas propriedades este número dobra, levando usuários destas máquinas a prolongarem o uso por mais de 30 anos. Estará o produto que chega preparado para este panorama? 

Por fim, o ponto mais preocupante, o pós-venda. Sabemos que várias destas novas marcas, que chegam e estão sendo ofertadas, estão construindo fábricas e nacionalizando seus produtos. Para elas, a oferta de componentes mecânicos, peças de consumo em manutenção e treinamento de mecânicos, espera-se não ser um problema. A chave do sucesso é uma efetiva logística de reposição, treinamento e assistência técnica. Mas o que pode acontecer com um produto de um fabricante que chega apenas como exportador, trazendo lotes de máquinas e sem um suporte de manutenção? Podemos estar voltando à década de 1950 no país, quando tínhamos inúmeras marcas e era comum abandonar-se os tratores, por falta de componentes de reposição. Inclusive este estado caótico originou o Plano Nacional da Indústria de Tratores, que promoveu o crescimento da industrialização do setor.

Neste momento de transição e instabilidade, devemos evitar generalizações e conviver plenamente com esta nova fase. Porém, é inegável a necessidade de separarmos o que é positivo do prejudicial. Várias novas marcas apresentarão todas as condições de suprir as necessidades dos produtores rurais brasileiros e é dessas que queremos ressaltar as qualidades e torcer pelo êxito. De outro lado, rechaçar aqueles que venham só pela oportunidade do momento e não tenham compromisso com a necessidade do produtor, nem da possível desindustrialização que se avizinha. 

Salvo melhor juízo, em relação à informação disponível, principalmente em páginas web e redes sociais, um número grande de empresas asiáticas está buscando representantes pelo país. Outras já estão instaladas: 

Empresas chinesas já instaladas no Brasil 

Zoomlion estreou na Agrishow 2026 e lançou recentemente o trator híbrido de rodas mais potente do mundo, um modelo que combina motor diesel de 700 cv com motores elétricos para alcançar picos de até 1.200 cv e 4.500 Nm de torque
Zoomlion estreou na Agrishow 2026 e lançou recentemente o trator híbrido de rodas mais potente do mundo, um modelo que combina motor diesel de 700 cv com motores elétricos para alcançar picos de até 1.200 cv e 4.500 Nm de torque

A chegada das fabricantes asiáticas ao Brasil ocorre em diferentes estágios, desde empresas que ainda avaliam o mercado até aquelas que já estruturaram importação, rede comercial ou projetos de produção local. Entre as chinesas, algumas marcas já avançaram nesse processo e mantêm presença efetiva no país, embora com estratégias e níveis de implantação distintos. 

Zoomlion 

Estreou com forte destaque em feiras, como a Agrishow. Surpreendeu o mercado com o modelo gigante de alta potência DV3504 (350 cv) e a aposta em motores híbridos. Anunciou a implantação de fábrica local no Brasil, em Indaiatuba, São Paulo. Na China, a sua fábrica de máquinas agrícolas está localizada em Wuhu, Anhui. Ela tem um volume de produção anual estimado em mais de 30 mil unidades e atuação mundial. 

Lovol (Weichai Lovol) 

Considerada a marca número um da China, conquistou espaço no Brasil com o argumento de utilizar motores com injeção mecânica e confiáveis, somados a cabinas modernas e transmissões continuamente variáveis (CVT). Sua base industrial está localizada em Weifang, Shandong (China). Ela produz entre 50 mil e 80 mil tratores por ano e vende tratores utilitários, tratores estreitos para fruticultura e tratores de médio/grande porte, de alta tecnologia, assim como colhedoras. Já possui vários pontos de venda no Brasil. 

YTO 

Tradicional fabricante estatal chinesa chegou ao Brasil através da parceria com a BDG Máquinas, de Ribeirão Preto, SP. Seus tratores focam em motores com injeção mecânica e transmissões sincronizadas ou Powershift de baixo custo de manutenção. Na China, sua principal fábrica está localizada em Luoyang, Henan. Sua produção anual ultrapassa 100 mil unidades, tornando-a uma das maiores produtoras da Ásia. Fabrica tratores compactos e de alta potência (até mais de 300 cv). 

Empresas indianas já instaladas no Brasil 

Duas indianas em momentos diferentes: a Mahindra possui fábrica há mais de dez anos no Brasil, consolidada entre os produtores brasileiros; já a Preet está entrando no mercado brasileiro, com fábrica em construção, também apostando no público que exige tratores robustos e simples
Duas indianas em momentos diferentes: a Mahindra possui fábrica há mais de dez anos no Brasil, consolidada entre os produtores brasileiros; já a Preet está entrando no mercado brasileiro, com fábrica em construção, também apostando no público que exige tratores robustos e simples

Entre as fabricantes indianas, a presença no mercado brasileiro também apresenta diferentes graus de estruturação. Enquanto algumas já contam com produção nacional e uma trajetória mais consolidada no país, outras avançam na formação da rede comercial e nos projetos para estabelecer uma base industrial própria no Brasil. 

Mahindra 

O maior fabricante de tratores do mundo em volume, já possui fábrica consolidada no Brasil, em Dois Irmãos, RS. Destaca-se por oferecer cinco anos de garantia e dominar o segmento de tratores compactos e estreitos de média e baixa potência. 

Preet Tractors 

Com o distribuidor exclusivo para o Brasil, Nosso Campo, em Ponta Grossa, no Paraná, já está buscando concessionários e iniciando organização de uma fábrica em Arapoti, também no estado do Paraná, que terá o nome de CNT Preet, Companhia Nacional de Tratores. Sua principal fábrica está localizada em Nabha, Punjab (Índia). Produz entre 10 mil e 15 mil unidades por ano. Comercializa tratores agrícolas de média e alta potência, bem como colhedoras. 

Empresas sul-coreanas já instaladas no Brasil 

A sul-coreana LS Tractor tem fábrica no Brasil e está consolidada, com lojas em todo o território brasileiro, apostando num mercado de tratores com bastante acessórios e tecnologias
A sul-coreana LS Tractor tem fábrica no Brasil e está consolidada, com lojas em todo o território brasileiro, apostando num mercado de tratores com bastante acessórios e tecnologias

As fabricantes sul-coreanas também já estabeleceram presença no mercado brasileiro, mas adotam estratégias diferentes de atuação. Enquanto uma delas mantém estrutura industrial no país, outra participa do mercado por meio da importação de tratores produzidos na Ásia, atendendo a diferentes faixas de potência. 

LS Tractor 

Estabelecida com uma planta em Garuva, Santa Catarina, há mais de uma década, a LS já faz parte do grupo de fabricantes tradicionais no país. Produz tratores de 40 cv a 145 cv, com mão de obra e tecnologia brasileira. Na Coreia do Sul, a principal fábrica fica em Yongam-ri, Wanju- -gun. 

Kioti 

Também da Coreia do Sul, a Kioti atende ao mercado brasileiro com produtos importados da Ásia. A potência dos motores varia de 22 cv a 140 cv. 

Empresas japonesas já instaladas no Brasil 

Japonesa Kubota já atua no mercado brasileiro há alguns anos por meio de importação
Japonesa Kubota já atua no mercado brasileiro há alguns anos por meio de importação

Entre as marcas japonesas, a presença no Brasil ocorre principalmente por meio de estruturas de distribuição, importação e pós-venda, com diferentes modelos de atuação. Em alguns casos, essa presença também envolve parcerias comerciais com fabricantes de outros países, ampliando a oferta de tratores em segmentos específicos do mercado. 

Kubota 

Marca japonesa que traz tratores e distribui através de Tratores Mercosul Importadora (TMI), que está em Linhares, no Espírito Santo. Há informação de que, tanto a TMI como outras empresas trazem peças e componentes para a marca e atuam no pós-venda para o mercado nacional. 

Yanmar (Solis/Sonalika) 

A Sonalika (que comercializa internacionalmente a marca Solis) distribui seus produtos no Brasil em parceria com a Yanmar. É líder global em tratores compactos sub-30 cv, aliando motores econômicos a um design moderno focado na agricultura familiar. 

Fabricantes asiáticos com potencial para o mercado brasileiro 

Indiana Swaraj Tractors produz 26 modelos de tratores que variam de 15 cv a 70 cv
Indiana Swaraj Tractors produz 26 modelos de tratores que variam de 15 cv a 70 cv

Além das marcas que já estabeleceram operações comerciais ou industriais no país, outros fabricantes asiáticos aparecem como potenciais participantes do mercado brasileiro. Nesse grupo estão empresas chinesas e indianas com diferentes perfis, desde grandes conglomerados industriais até marcas especializadas em tratores compactos, todas apoiadas em estruturas produtivas já consolidadas em seus mercados de origem e com linhas que poderiam atender a diferentes segmentos da agricultura brasileira. 

Swaraj Tractors

Fundada em 1974, a empresa desenvolveu o primeiro trator totalmente nacional da Índia. Em 2007, passou a integrar o conglomerado Mahindra & Mahindra Group. Atualmente a marca produz 26 modelos de tratores que variam de 15 cv a 70 cv. Tem fábricas em Mohali e Punjab (Índia). Seu volume de produção ultrapassa 120 mil tratores por ano. Comercializa tratores agrícolas de pequeno e médio porte (de 15 HP a 65 HP), muito populares na agricultura de pequena escala e em cultivos regulares. 

Sinomach 

Um conglomerado estatal com fábricas em várias regiões da China (historicamente associado à marca Dongfanghong). Seu volume de produção é de dezenas de milhares de unidades por ano, com foco em tratores pesados para construção e agricultura em larga escala. 

Avenger Tractors 

Uma marca fabricada pela Preet, na Índia (focada em exportação). Seu volume de produção está integrado às linhas de produtos da marca matriz e é especializada exclusivamente em microtratores compactos (20 cv a 30 cv) para jardinagem, estufas e pequenos pomares. 

Empresas chinesas com potencial para o mercado brasileiro 

Modelo da Weiwo Machinery, que possui marcas de exportação ou divisões OEM de fábricas localizadas em Shandong e Jiangsu
Modelo da Weiwo Machinery, que possui marcas de exportação ou divisões OEM de fábricas localizadas em Shandong e Jiangsu

Além das marcas chinesas que já mantêm operações estruturadas no Brasil, há um segundo grupo de fabricantes que acompanha o mercado nacional e pode ampliar sua presença nos próximos anos. São empresas com atuação internacional, linhas próprias de tratores e diferentes níveis de aproximação com o país, desde contatos comerciais e busca por representantes até a manutenção de estruturas de apoio e pós-venda. 

Oxplo 

Fabricante mundial de máquinas agrícolas. Informa ter mais de 400 pontos de serviço e armazéns de peças estrategicamente localizados espalhados pelo mundo, incluindo no Brasil. Seu portfólio compõe-se de 19 modelos de tratores com potências entre 25 cv e 180 cv, inclusive tratores para frutíferas. 

China Feichuang Group/Feichuang 

Empresa chinesa focada em inovação tecnológica e nas necessidades dos clientes, com produtos exportados para mais de 180 países. Atualmente, produz 17 modelos de tratores, principalmente compactos (microtratores). Está localizada nos distritos industriais de Zhejiang e Shandong. 

LuGong 

Empresa de recente criação, entrou no mercado internacional com a Lugong International Trade Company. Está bem posicionada no mercado chinês e exporta para países na Ásia, no Oriente Médio, na Europa e recentemente entrou no mercado americano. Busca representantes no Brasil para seus 15 modelos de trator, com potências entre 25 cv e 220 cv. 

Weiwo Machinery/Woye/Genius Machinery/Fotrak 

Estas são marcas de exportação ou divisões OEM de fábricas localizadas em Shandong e Jiangsu. Seu volume depende da demanda do comércio exterior. Elas vendem principalmente tratores compactos econômicos de plataforma (20 HP a 60 HP). As informações são de que já venderam mais de 10 mil tratores no mundo e seu mercado de exportação abrange mais de 30 países. Há anúncios de contatos com o mercado brasileiro.

Fabricantes de Equipamentos Originais (OEMs) e marcas chinesas de exportação 

A chinesa Bada produz tratores agrícolas de esteiras, tratores utilitários econômicos para cultivo de arroz e terrenos alagados
A chinesa Bada produz tratores agrícolas de esteiras, tratores utilitários econômicos para cultivo de arroz e terrenos alagados

Em um estágio diferente estão fabricantes chineses cuja atuação é fortemente direcionada à produção para terceiros e aos mercados de exportação. Muitas dessas empresas têm origem em outros segmentos de máquinas e passaram a incorporar tratores ao portfólio, geralmente com modelos compactos e utilitários. Embora ainda tenham presença limitada ou inexistente no Brasil, representam um contingente de fabricantes com estrutura industrial e experiência no comércio internacional que pode, futuramente, buscar espaço no mercado nacional. 

LuGong 

Fábrica em Yantai, Shandong (China). Sua força histórica reside em pequenas pás carregadoras, mas também comercializa tratores compactos articulados e multifuncionais. 

Shandong Baolu Intelligent Equipment Co 

Localizada em Linyi ou Jinan, Shandong, China. Concentra-se em tratores agrícolas modernos de médio porte com cabinas avançadas e microescavadoras. 

Everun Machinery

Fábrica em Qingdao, Shandong, China. Amplamente conhecida por suas pás carregadoras frontais, mas também comercializa pequenos tratores de jardim e tratores utilitários (de 25 cv a 50 cv) para mercados internacionais. 

BADA Máquinas Agrícolas 

Fábrica em Yancheng, Jiangsu, China. Produz tratores agrícolas de esteiras, tratores utilitários econômicos para cultivo de arroz e terrenos alagados. 

Outras empresas atuando no Brasil 

Trator da Tecnofrutt, empresa gaúcha importadora e revendedora exclusiva de marcas especializadas, como BCS e Orizzonti
Trator da Tecnofrutt, empresa gaúcha importadora e revendedora exclusiva de marcas especializadas, como BCS e Orizzonti

Além das fabricantes asiáticas que vêm ampliando sua presença no país, o mercado brasileiro reúne empresas de diferentes origens e modelos de atuação. Há desde fabricantes nacionais com produção consolidada até marcas estrangeiras que operam por meio de montagem local, importação ou parcerias comerciais, atendendo a nichos que vão dos tratores compactos aos modelos de maior potência. 

Agrale 

Empresa nacional, muito tradicional, atuando há mais de 60 anos no país. Tem unidade de fabricação em Caxias do Sul (RS) e na Argentina, mas está presente em muitos outros países. Produz tratores agrícolas pequenos, desde 25 cv, e tratores maiores, com até 220 cv. 

Budny 

Empresa nacional instalada em Içara, no estado de Santa Catarina. Fabrica desde 1990 quatro linhas de tratores, entre 25 cv e 145 cv. 

Forza

Utiliza motores YTO e Yuchai de origem chinesa, com potência máxima no motor de 25 cv a 155 cv. A fábrica, que originalmente produzia máquinas da linha amarela, produz agora tratores agrícolas em Palhoça, Santa Catarina. A linha de tratores é voltada para os segmentos utilitários e pesados para agronegócio e infraestrutura. 

Hanomag 

Uma das marcas mundiais mais tradicionais deste segmento, hoje atende ao mercado nacional por meio do fabricante argentino, na cidade de Granadero Baigorria, província de Santa Fé. Produz dois modelos, R35 e R55, para o mercado sul-americano. 

Landini 

A marca é muito tradicional na Europa e em particular na Itália, pertencendo ao Grupo Argo. No Brasil, ela fabrica e monta tratores de potência entre 49 cv e 240 cv, em Contagem, estado de Minas Gerais. 

Tracforce 

Sua fábrica de montagem está localizada em Batatais, São Paulo. O volume de produção é regional (centenas de unidades anualmente). Importa e monta tratores pequenos e compactos especializados para terrenos, horticultura e agricultura familiar. 

Tecnofrutt 

Localizada em Farroupilha, Rio Grande do Sul. Não fabrica tratores em larga escala, mas é importadora e revendedora exclusiva de marcas especializadas (como BCS e Orizzonti), comercializando tratores compactos, articulados e de baixo centro de gravidade para vinhedos. 

Tramontini 

Empresa brasileira, com fábrica em Venâncio Aires, Rio Grande do Sul, traz para o mercado os tratores da marca Antonio Carraro, especializados para o uso em região de montanha.

*Por José Fernando Schlosser, Natália do Nascimento Garcez, João Pedro Sala Gallina, Luísa Modesto Schoellkopf, Laboratório de Agrotecnologia - UFSM 

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