Inmet: previsão do tempo entre os dias 9 a 16 de março
No leste das Regiões Sul e Sudeste, espera-se declínio das temperaturas
O spinosad apresentou o melhor resultado no controle de pragas em sorgo armazenado por até 28 semanas, segundo estudo conduzido nos Estados Unidos. No estudo, o ingrediente ativo alcançou 100% de mortalidade de adultos de Rhyzopertha dominica em todos os períodos analisados. Em Sitophilus oryzae, a mortalidade ficou entre 30% e 39%, o que confirma resposta inferior dessa espécie ao tratamento químico no pós-colheita
O trabalho comparou quatro formulações comerciais aplicadas ao sorgo: metopreno, piretrinas, deltametrina + metopreno + butóxido de piperonila e spinosad. As avaliações mediram mortalidade de adultos após sete dias, além de progênie e percentual de grãos danificados oito semanas após a infestação artificial
Para Rhyzopertha dominica, a mistura deltametrina + metopreno + butóxido de piperonila também mostrou supressão relevante, com redução de progênie e de dano em grão. Já o metopreno isolado exibiu baixa mortalidade de adultos, abaixo de 14%, padrão coerente com seu modo de ação como regulador de crescimento. Ainda assim, o ativo reduziu a progênie de Rhyzopertha dominica, mas teve pouco efeito sobre Sitophilus oryzae.
As piretrinas registraram baixa mortalidade frente aos demais tratamentos. Mesmo assim, o sorgo tratado apresentou menos progênie e grãos danificados que a testemunha em parte das avaliações. Em Sitophilus oryzae, nenhum tratamento suprimiu totalmente a emergência de progênie ao longo do experimento. Ainda assim, o spinosad manteve os menores níveis relativos entre os produtos testados.
Para o manejo, o estudo destaca dois pontos. O primeiro envolve a biologia das espécies. Rhyzopertha dominica deposita ovos na superfície do grão. Sitophilus oryzae oviposita no interior do grão. Essa diferença ajuda a explicar a resposta distinta aos tratamentos, sobretudo aos reguladores de crescimento. O segundo ponto envolve a água no grão. A umidade do sorgo caiu de 13,3% para 9,9% em 28 semanas. Segundo os autores, essa redução pode ter prejudicado a viabilidade de ovos, retardado o desenvolvimento e ampliado a mortalidade de formas imaturas.
Outras informações em doi.org/10.3390/insects17030273
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