Ovos de três moscas-das-frutas atraem fêmeas e ampliam postura

Trabalho identifica compostos voláteis em ovos de Bactrocera dorsalis, Zeugodacus cucurbitae e Zeugodacus tau

10.03.2026 | 08:30 (UTC -3)
Schubert Peter, Revista Cultivar
Foto: Scott Bauer, USDA
Foto: Scott Bauer, USDA

Ovos de Bactrocera dorsalis, Zeugodacus cucurbitae e Zeugodacus tau funcionam como sinais de atração para fêmeas e estimulam novas posturas. Pesquisadores indicam que essas três espécies não usam feromônios de dissuasão de oviposição, comuns em outros tefritídeos. Em vez disso, usam compostos atrativos que favorecem agregação e postura.

Nos testes, Bactrocera dorsalis respondeu com mais força aos estímulos vindos dos ovos. Fêmeas de Bactrocera dorsalis tiveram atração de 39,33% para ovos da própria espécie e de 28,67% para ovos de Zeugodacus cucurbitae em até seis horas. Zeugodacus tau mostrou a menor resposta geral aos estímulos voláteis. O estudo descreve uma hierarquia comportamental. Bactrocera dorsalis lidera. Zeugodacus cucurbitae ocupa posição intermediária. Zeugodacus tau aparece na última faixa.

Ensaios de oviposição

Os ensaios de oviposição reforçaram esse padrão. Ovos de Bactrocera dorsalis induziram fêmeas da mesma espécie a produzir 2.973,50 ovos em seis horas. Também elevaram a postura de Zeugodacus cucurbitae para 307,33 ovos e de Zeugodacus tau para 127 ovos. Ovos de Zeugodacus tau também provocaram forte resposta em Bactrocera dorsalis, com 3.613,83 ovos no mesmo intervalo.

Na análise química, os pesquisadores identificaram 159 compostos voláteis. Os ovos de Bactrocera dorsalis reuniram 131 compostos. O número superou Zeugodacus cucurbitae, com 87, e Zeugodacus tau, com 93. Entre as três espécies, 58 compostos apareceram em comum. Bactrocera dorsalis concentrou 57 compostos exclusivos. Esse dado pode ajudar a explicar seu efeito mais forte sobre agregação e postura.

Para o manejo, os autores apontam uso potencial desses voláteis no desenvolvimento de sistemas de monitoramento e atrativos de oviposição. O trabalho também sugere avanço em iscas sintéticas, com prioridade para os compostos presentes nos ovos de Bactrocera dorsalis.

Mais informações em doi.org/10.3390/insects17030266

Compartilhar

Newsletter Cultivar

Receba por e-mail as últimas notícias sobre agricultura

acessar grupo whatsapp