STF abre caminho para acordo sobre Moratória da Soja
Corte busca conciliação entre produtores e tradings em ação que discute impactos da iniciativa no mercado
Aplicação de nitrogênio no plantio não aumenta produtividade nem crescimento de soja semeada muito tarde, após colheita do milho. Resultado surge de ensaios conduzidos entre 2022 e 2024 na Carolina do Sul, nos Estados Unidos. Dados indicam ausência de resposta para altura de plantas, altura do primeiro legume e rendimento de grãos.
O trabalho avaliou cinco doses de nitrogênio via nitrato de amônio: 0, 15, 30, 60 e 90 lb/ac. Aplicação ocorreu entre V1 e V2. Experimentos ocorreram no Edisto Research and Education Center, em solo arenoso, sob irrigação e manejo padrão regional.
Produtividade média variou de 19,4 a 21,0 bu/ac. Diferenças não alcançaram significância estatística. A dose de 15 lb/ac apresentou maior média, com 21,0 bu/ac. Ganho aproximado de 1 bu/ac frente ao controle. Mesmo assim, análise econômica aponta retorno inconsistente. Estimativa indica ganho parcial de US$ 2,20/ac sob preço de soja de US$ 10/bu e nitrogênio a US$ 0,52/lb.
Altura de plantas também não respondeu ao fertilizante. Valores oscilaram entre 17,5 e 18,9 polegadas. Altura do primeiro legume variou de 4,9 a 5,4 polegadas. Nenhuma diferença estatística entre doses. Resultados reforçam ausência de efeito do nitrogênio mesmo em condição de estresse por semeadura tardia.
Sistema avaliado envolve sucessão milho-soja no mesmo ano agrícola nos Estados Unidos. Produtores colhem milho com alta umidade e implantam soja fora da janela ideal. Condições ambientais limitam crescimento. Fotoperíodo reduzido, ciclo curto e temperaturas mais baixas afetam desenvolvimento. Plantas ficam mais baixas. Colheita perde eficiência.
Produtores testam estratégias para elevar altura. Incluem escolha de cultivares, aumento de população e ajuste de espaçamento. Uso de nitrogênio na semeadura também entrou na prática. Recomendação em estados vizinhos sugere 30 a 50 lb/ac para elevar porte. Dados do estudo não confirmam esse efeito.
A soja atende demanda de nitrogênio via fixação biológica e absorção do solo. Resposta ao fertilizante costuma ocorrer em poucos ambientes. Mesmo nesses casos, retorno econômico tende a baixo. Resultados atuais seguem essa tendência.
Conclusão indica ausência de ganho agronômico com nitrogênio em soja ultra tardia após milho. A prática não gera retorno consistente. Decisão de manejo deve priorizar redução de custo. Pesquisa sugere foco em outros fatores agronômicos para elevar crescimento e eficiência de colheita.
Outras informações em doi.org/10.1002/cft2.70103
Receba por e-mail as últimas notícias sobre agricultura