Milho, soja e café puxam safra 2025/26 em São Paulo

Levantamento aponta alta na produção de grãos e café, enquanto laranja e cana enfrentam queda de área e desafios

20.03.2026 | 15:37 (UTC -3)
Secretaria de Agricultura

O início da safra 2025/26 em São Paulo é marcado por um cenário de otimismo para grãos e café. Dados divulgados pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento, com base em levantamento do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta) e da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), indicam crescimento na produção, impulsionado por ganhos de área e produtividade.

O milho de primeira safra lidera o avanço, com previsão de produção de 2,01 milhões de toneladas — alta de 38% em relação ao ciclo anterior. O desempenho é resultado da expansão de 23,1% na área cultivada e do aumento de 12,2% na produtividade, estimada em 7.469 kg por hectare. A produção segue concentrada em regiões estratégicas, responsáveis por mais da metade do volume estadual.

A soja também apresenta desempenho positivo, com estimativa de 4,57 milhões de toneladas, crescimento de 11%. O avanço é sustentado por produtividade recorde de 3.663 kg/ha, com destaque para a região de Itapeva, que responde por cerca de 19% da produção. Junto com Assis e Ourinhos, a região concentra quase 40% da safra paulista.

Café mantém protagonismo

No café, o primeiro levantamento da safra 2025/26 projeta colheita de 4,7 milhões de sacas de 60 kg. Apesar da leve redução de 0,9% na área cultivada, a produtividade deve crescer 5,7%.

A região de Franca segue como principal polo produtor, concentrando mais de 57% da produção estadual, com cerca de 2 milhões de sacas. São João da Boa Vista responde por outros 23,6%, consolidando juntas quase 80% da oferta paulista. Entre as demais regiões, Ourinhos ganha destaque ao superar Marília e assumir a terceira posição no ranking estadual.

Laranja e cana enfrentam desafios

Os números finais da safra 2024/25 para culturas tradicionais indicam um cenário mais desafiador. A produção de laranja somou 268,7 milhões de caixas, com aumento de 2,8% na produtividade, mas queda de 9,5% na área cultivada. O desempenho reflete, principalmente, os impactos do greening, além das condições climáticas.

Na cana-de-açúcar destinada à indústria, a produção alcançou 390,9 milhões de toneladas, recuo de 4,6% frente ao ciclo anterior. A área total caiu 4,8%, enquanto a produtividade apresentou leve alta de 0,5%, chegando a 78.057 kg/ha.

A cultura permanece amplamente distribuída pelo estado, com destaque para as regiões de São José do Rio Preto, Barretos e Ribeirão Preto, que juntas respondem por mais de 22% da produção.

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