FMC registra prejuízo de US$ 2,07 bilhões no terceiro trimestre
Resultado reflete ajustes comerciais de US$ 672 milhões, queda nas vendas e enfraquecimento da demanda por defensivos agrícolas
A valorização do dólar frente ao real trouxe novo fôlego às cotações agrícolas nos portos brasileiros. A soja alcançou indicativos de R$ 158 a R$ 160 por saca para novembro e dezembro, enquanto a safra 2026/27 registrou oportunidades de até R$ 150 por saca. No mercado internacional, o avanço da colheita americana pressiona Chicago. A menor presença de compradores chineses também limita as reações.
A soja em Chicago encontra suporte próximo de US$ 12, após perder o patamar de US$ 12,50 na maioria dos vencimentos. A colheita americana supera 85% da área, contra média de 80%. Em Illinois, os trabalhos alcançam 87%, diante de 82% na média histórica. A produção dos Estados Unidos caminha para superar 124 milhões de toneladas.
No Brasil, a comercialização da safra atual chegou a 82,5%, abaixo dos 84,4% do ano passado e da média de 84,3%. Os produtores ainda possuem aproximadamente 31,6 milhões de toneladas disponíveis para negociação.
A safra 2026/27 apresenta 39,8% da produção comercializada, ante 40,1% no ano anterior. O volume negociado alcança 73,6 milhões de toneladas, recorde para o período. A projeção de produção varia entre 185 milhões e 190 milhões de toneladas.
O plantio avançou para 62% da área nacional, contra 50% no ano passado. Mato Grosso alcançou 80%, Paraná e Rondônia chegaram a 72%, Mato Grosso do Sul atingiu 67% e Goiás registrou 62%. O Rio Grande do Sul pode encerrar a semana com 15%.
O milho enfrenta pressão da colheita americana. Chicago perdeu o suporte de US$ 4,50 nas posições próximas, embora contratos mais distantes continuem acima de US$ 5. A perspectiva de consumo mundial superior à produção sustenta fundamentos positivos para 2027.
Nos Estados Unidos, a colheita ultrapassou 70%, abaixo dos 73% registrados no ano passado. Na Europa, os trabalhos avançaram e confirmam perdas produtivas em algumas regiões, ampliando a perspectiva de importações.
No Brasil, as exportações de outubro poderão alcançar entre 5,6 milhões e 5,7 milhões de toneladas, abaixo dos 6,5 milhões embarcados no mesmo mês de 2025.
O plantio do milho de verão atingiu 93%, contra 87% no ano anterior e média de 85%. A área deve superar 4,5 milhões de hectares.
Os produtores ainda possuem cerca de 66 milhões de toneladas de milho disponíveis para negociação, diante de 52 milhões no mesmo período do ano passado. A demanda recorde para rações e etanol, somada às exportações, oferece sustentação ao mercado.
A colheita americana de sorgo alcançou 65%, abaixo dos 75% do ano passado. O atraso também aparece no Kansas, com aproximadamente 50% da área colhida, contra 70% no período correspondente de 2025.
No Brasil, cresce o interesse por sementes de sorgo para a segunda safra. A cultura representa alternativa de menor investimento após a soja, principalmente diante dos custos financeiros elevados e do encarecimento dos insumos.
O plantio do trigo de inverno nos Estados Unidos aproxima-se de 80%, praticamente alinhado à média de 81%. No Leste Europeu, produtores aceleram os trabalhos antes da chegada das primeiras nevascas.
No Brasil, a colheita ultrapassou 90% no Paraná e alcançou aproximadamente 40% no Rio Grande do Sul.
O trigo apresenta valorização no mercado nacional. As referências chegam a R$ 1.500 por tonelada no Rio Grande do Sul e R$ 1.570 no Paraná. No balcão, as cotações variam entre R$ 79 e R$ 88 por saca.
Com o dólar próximo de R$ 5,40, o trigo importado poderá custar entre R$ 1.750 e R$ 1.800 por tonelada. Esse movimento amplia o espaço para valorização do produto brasileiro.
O plantio brasileiro de arroz alcançou aproximadamente 70%, acima dos 65% do ano passado e da média histórica. No Rio Grande do Sul, os trabalhos atingiram 60%, com avanço superior a 80% na Fronteira Oeste.
A área gaúcha poderá recuar de 890 mil para aproximadamente 860 mil hectares. A redução projetada perdeu intensidade após a recuperação das cotações.
Em Tocantins, a área poderá alcançar 110 mil hectares, ante 95 mil na safra anterior. Os preços locais superam R$ 110 por saca, com registros pontuais de negócios a R$ 120. Santa Catarina aproxima-se da conclusão do plantio de 140 mil hectares.
O mercado do feijão mantém cotações firmes diante da oferta limitada. A colheita avança no oeste paulista, mas a redução da área cultivada restringe a disponibilidade nacional.
O feijão-carioca nobre apresenta indicativos entre R$ 325 e R$ 350 por saca em São Paulo. Entre Minas Gerais e Goiás, os valores variam de R$ 305 a R$ 320. O carioca comercial registra preços de R$ 290 a R$ 300 nessas regiões e de R$ 315 a R$ 330 no mercado paulista.
O feijão-preto começa a reagir, com valorização média de R$ 5 por saca. As referências variam entre R$ 275 e R$ 290, enquanto vendedores buscam R$ 300.
A perspectiva de nova redução da oferta no início de 2027 abre espaço para valorizações adicionais.
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