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Chuva retorna ao Centro-Sul e aumenta no litoral do Nordeste, enquanto Norte segue com altos acumulados
A soja manteve suporte em Chicago, apesar da instabilidade provocada pela crise no Irã e pela oscilação do petróleo. O mercado ainda trabalha com resistência leve em 12 dólares por bushel e suporte forte em 11,50 dólares por bushel. A falta de confirmação sobre grandes compras chinesas limitou movimentos mais firmes.
No Brasil, os prêmios seguiram positivos. Houve melhora frente às semanas anteriores. O mercado de porto tentou sustentação, com indicações entre 133 reais e 141 reais por saca para posições entre julho e outubro. O dólar também influenciou as negociações.
Nos Estados Unidos, o plantio da soja alcançou cerca de 85 por cento da área prevista. A média para o período alcança 75 por cento. Illinois chegou perto de 90 por cento, ante média de 82 por cento. Iowa registrou 93 por cento de plantio. O avanço reduziu a pressão sobre Chicago, pois o mercado já esperava ritmo rápido.
A atenção dos produtores norte-americanos segue no clima. Há temor com a possível influência do El Niño no fim de junho e em julho. O fenômeno poderia causar problemas na safra dos Estados Unidos.
No Brasil, a comercialização da safra atual de soja chegou a 64,5 por cento. No mesmo período do ano passado, o índice alcançava 67,5 por cento. A média histórica fica em 68,5 por cento. Em volume, a comercialização supera a média histórica para o período.
A safra nova alcançou 16 por cento de vendas. No ano passado, o índice chegava a 22 por cento. A média histórica marca 25 por cento. O atraso exige atenção dos produtores.
No milho, Chicago manteve suporte em 4,50 dólares por bushel no contrato julho. As posições mais longas, como julho de 2027, encontraram suporte perto de 5 dólares por bushel e tentaram sustentar patamar próximo de 5,10 dólares por bushel.
O plantio norte-americano de milho atingiu 90 por cento da área. A média histórica marca 85 por cento. Iowa registrou 97 por cento, ante média de 95 por cento. O avanço indica normalidade nos campos. O clima em julho ainda concentra preocupação, pela possibilidade de efeitos do El Niño sobre as lavouras.
No Brasil, o mercado de milho seguiu de lado. A colheita da safrinha começou em áreas isoladas de Mato Grosso. Compradores dos setores de ração e etanol aguardam a entrada do produto. O mercado de porto oscilou entre 64 reais e 66 reais por saca.
Na B3, o julho de 2026 operou pouco acima de 65 reais por saca. O março de 2027 ficou acima de 75 reais por saca. A diferença mostra prêmio de cerca de 10 reais por saca entre curto e longo prazo. A leitura indica fundamentos mais positivos para posições futuras.
No trigo, o plantio começou no Paraná e em algumas áreas do Rio Grande do Sul. Em Chicago, o contrato julho manteve suporte perto de 6,20 dólares por bushel. Posições longas de 2027 operaram acima de 6,70 dólares por bushel.
A condição do trigo norte-americano preocupa o mercado. Apenas 26 por cento das lavouras receberam classificação boa ou excelente pelo USDA, segundo o comentário. Na semana anterior, eram 27 por cento. No ano passado, o índice alcançava 50 por cento.
A Rússia também traz incertezas. A safra germinou tarde e apresenta evolução irregular. Esse quadro reforça expectativa de menor oferta mundial. O mercado passa a trabalhar com cotações mais valorizadas para trigo no médio e longo prazo.
No mercado interno, o trigo gaúcho variou entre 1.320 reais e 1.330 reais por tonelada. No Paraná, as indicações ficaram entre 1.350 reais e 1.370 reais por tonelada. No balcão, o produtor gaúcho recebeu entre 65 reais e 67 reais por saca. No Paraná, as indicações variaram de 70 reais a 78 reais por saca, com algumas referências próximas de 80 reais na região de Ponta Grossa.
A área brasileira de trigo deve cair. A Conab estima de 2,2 milhões a 2,3 milhões de hectares, ante 2,5 milhões de hectares no ano passado.
No arroz, o mercado seguiu lento. Leilões de Pepro movimentaram cerca de 130 mil toneladas, mas não alteraram o comportamento das cotações. Na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, o arroz comercial com 58 por cento de inteiros ficou perto de 54 reais por saca. O parboilizado recuou para 51 reais por saca.
No feijão, o carioca nobre perdeu força após alcançar patamares próximos de 500 reais por saca. As indicações ficaram entre 470 reais e 490 reais por saca. O carioca comercial manteve melhor demanda, com valores entre 410 reais e 440 reais por saca. O feijão preto ficou entre 260 reais e 290 reais por saca, mas compradores tentaram pagar menos.
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