IPCF sobe e fecha abril em 1,56

Alta dos fertilizantes e valorização das commodities pressionaram o indicador

19.05.2026 | 17:12 (UTC -3)
Eliane Dalpizol

Apesar de a variação média dos preços das commodities agrícolas ter sido limitada a 1,3%, o mês de abril foi marcado por movimentos relevantes entre as principais commodities. Observou-se alta nos preços da soja (10%), do milho (6%), e do algodão (9%) – movimentos parcialmente compensados pela queda de 6% nos preços da cana-de-açúcar, resultando em um impacto mais moderado no índice agregado.

Por outro lado, o aumento nos preços dos fertilizantes, que subiram cerca de 10%, refletiu a atual dinâmica do mercado internacional. Entre as matérias-primas, destacaram-se os aumentos nos preços da ureia (14%), do fosfato monoamônico (10%), do superfosfato simples (19%), e do cloreto de potássio (4%), refletindo um cenário global mais pressionado, especialmente em função da escassez de enxofre, insumo essencial para a produção de fertilizantes.

O câmbio ajudou a atenuar parte da pressão sobre os custos, com o dólar registrando queda de 4% no mês, o que contribuiu para moderar parcialmente o impacto da alta dos insumos importados. Ainda assim, o cenário internacional permanece como ponto de atenção, já que a continuidade dos conflitos pode afetar tanto a importação de fertilizantes quanto as exportações do agronegócio brasileiro, mantendo riscos de pressão adicional sobre os custos e sobre o IPCF nos próximos meses.

A dinâmica global também influenciou o comportamento das commodities, especialmente em função da escalada dos conflitos no Oriente Médio, que elevou os preços do petróleo e gerou reflexos indiretos no setor agrícola. Esses movimentos, no entanto, foram parcialmente limitados pela grande safra brasileira recentemente colhida, que tem restringido avanços mais intensos nos preços.

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