FMC registra prejuízo de US$ 2,07 bilhões no terceiro trimestre
Resultado reflete ajustes comerciais de US$ 672 milhões, queda nas vendas e enfraquecimento da demanda por defensivos agrícolas
O diesel S-10 registrou a maior alta entre os combustíveis monitorados no Brasil nos últimos 12 meses, com avanço de 19,4%. Em outubro, o litro custou, em média, R$ 7,353, aumento de 3,5% em relação a setembro. Os dados são do Monitor de Preços dos Combustíveis, iniciativa da Veloe em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).
O diesel comum teve alta mensal de 4,3% e alcançou R$ 7,186 por litro. No acumulado de 2026, os dois tipos de diesel também lideram os aumentos: 19,0% para o S-10 e 17,4% para o comum. Em 12 meses, o diesel comum subiu 17,4%.
O S-10 ficou mais caro em todas as regiões. A maior variação ocorreu no Centro-Oeste, com alta de 5,1%, onde o preço médio chegou a R$ 7,604. O Nordeste registrou média de R$ 7,547 e aumento de 2,9%. Os menores preços foram observados no Sudeste (R$ 7,214) e no Sul (R$ 7,215).
Segundo o levantamento, a pressão sobre os derivados de petróleo ocorre em meio a custos internacionais elevados. Em outubro, o petróleo Brent voltou a superar US$ 100 por barril, diante de incertezas ligadas aos conflitos no Oriente Médio e a riscos para a oferta e o transporte. Medidas federais de desoneração tributária e subvenção buscaram conter parte do impacto, mas não impediram a alta do diesel nos postos.
Entre os demais combustíveis, o etanol hidratado subiu 1,8%, para R$ 4,224 por litro, enquanto o GNV avançou 0,8%, a R$ 5,051 por metro cúbico. A gasolina comum ficou praticamente estável, em R$ 6,637, e a aditivada recuou 0,1%, para R$ 6,771. Apesar da alta em outubro, o etanol manteve queda de 5,6% no ano e de 3,1% em 12 meses.
Receba por e-mail as últimas notícias sobre agricultura