Mercado Agrícola - 22.set.2026
Soja avança nos EUA e Brasil mantém exportações fortes
O custeio do milho da safra 2026/27 em Mato Grosso foi estimado em R$ 3.780,59 por hectare em agosto, alta de 13,89% em relação à temporada 2025/26. Os dados são do Projeto Custo de Produção Agropecuário MT, do Senar-MT/Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgados no Boletim Semanal da cultura nesta semana. Na comparação mensal, o avanço foi de 0,05%.
Segundo o Imea, apesar da estabilidade em relação a julho, o aumento anual do custeio reflete os patamares mais elevados dos principais insumos utilizados na cultura, em um cenário de volatilidade no mercado internacional de fertilizantes.
Entre os componentes do custeio, os defensivos apresentaram a maior alta em relação à safra passada, de 23,37%, alcançando R$ 910,23 por hectare. Na sequência aparecem sementes e fertilizantes e corretivos, ambos com aumento de 9,08%, para R$ 848,08/ha e R$ 1.550,94/ha, respectivamente.
Juntos, defensivos, sementes e fertilizantes e corretivos respondem por 87,53% do custeio do milho em Mato Grosso.
O Custo Operacional Efetivo (COE) foi estimado em R$ 5.507,85 por hectare, alta de 14,60% ante a safra 2025/26. Já o Custo Total (CT) alcançou R$ 7.378,56/ha, avanço de 9,70% na mesma comparação. De acordo com o Imea, a elevação dos custos mantém as margens dos produtores pressionadas.
No mercado internacional, o preço do milho na Bolsa de Chicago avançou 4,21% na comparação semanal, encerrando o período em US$ 5,32 por bushel. Segundo o Imea, a valorização foi sustentada pela piora das condições das lavouras nos Estados Unidos.
No câmbio, o dólar compra Ptax subiu 1,15% em relação à semana anterior, para R$ 5,16. O movimento ocorreu em meio ao aumento da aversão ao risco global e às incertezas fiscais no Brasil.
Já o preço da saca de milho na referência Cepea recuou 1,30% na semana, encerrando o período em R$ 69,43.
Para a safra 2025/26, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projetou, em setembro, produção brasileira de milho de 144,01 milhões de toneladas, alta de 1,27% em relação à temporada anterior. A área cultivada foi estimada em 22,60 milhões de hectares, crescimento de 3,49%, enquanto a produtividade média recuou 1,42%, para 106,20 sacas por hectare.
Segundo a projeção, a expansão da área cultivada compensou parcialmente a redução do rendimento e sustentou a oferta nacional. O consumo doméstico deve alcançar 98,20 milhões de toneladas, alta de 7,82%, impulsionado principalmente pela maior absorção do cereal pelas usinas. As exportações foram estimadas em 43,92 milhões de toneladas, avanço de 5,49%, enquanto os estoques finais devem atingir 15,65 milhões de toneladas.
Para a safra 2026/27, a Conab projeta produção de 148 milhões de toneladas, aumento de 2,77%. O crescimento deve ser sustentado pela expansão da área, enquanto a produtividade dependerá das condições climáticas e das janelas de semeadura.
O consumo interno deve avançar 6,73%, para 104,81 milhões de toneladas, com suporte do maior uso do milho na alimentação animal, da entrada de novas usinas e da ampliação da moagem. As exportações devem crescer 4,78%, para 46,02 milhões de toneladas.
Com o aumento da absorção interna e das exportações, os estoques finais são projetados em 14,53 milhões de toneladas na safra 2026/27.
Receba por e-mail as últimas notícias sobre agricultura