Controle fitossanitário reduz notificações em grãos exportados

Cadeia investe em manejo, rastreabilidade e tecnologia para atender exigências dos países importadores

23.07.2026 | 09:14 (UTC -3)
Revista Cultivar, a partir de informações de Elton Telle
Foto: Fabrizio Zini / Pexels
Foto: Fabrizio Zini / Pexels

O controle fitossanitário adotado pela cadeia brasileira de grãos mantém baixa a incidência de notificações em exportações para a China. Entre maio de 2024 e maio de 2025, autoridades chinesas emitiram 1.046 notificações para carregamentos de soja e 39 para milho. O volume representa menos de 1% dos certificados fitossanitários destinados ao país asiático.

Segundo Fátima Parizzi, consultora técnica da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais e da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais, a amostragem de grandes lotes concentra um dos principais desafios do setor. O procedimento precisa representar toda a carga e identificar não conformidades antes do embarque.

As pragas quarentenárias incluem plantas daninhas, insetos, fungos, bactérias, vírus e nematoides. O Ministério da Agricultura e Pecuária oficializou uma lista com 12 pragas presentes no Brasil e regulamentadas pela China. O grupo inclui carrapicho, capim-farpado, carpineira e quiabinho.

Os controles começam na propriedade, com manejo das lavouras e combate às plantas daninhas e demais pragas. Armazéns monitoram os lotes, limpam os grãos e separam resíduos. Nos terminais, equipes executam classificação, inspeção e certificação higiênico-sanitária. Auditores fiscais federais agropecuários do Vigiagro emitem o Certificado Fitossanitário Internacional.

Uma interceptação no destino pode provocar mudança de rota, atraso logístico, custo adicional e impacto contratual. Por isso, exportadores mantêm programas de prevenção, monitoramento e capacitação.

As empresas também testam equipamentos automáticos para classificação de grãos. As tecnologias identificam impurezas, materiais estranhos e sementes de plantas daninhas. O setor amplia investimentos em rastreabilidade, tecnologia da informação e inteligência de dados.

Fátima Parizzi abordará o tema na IX Conferência Brasileira de Pós-Colheita, entre 12 e 14 de agosto, em Carambeí, no Paraná.

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