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Pesquisadores isolaram três compostos inéditos e um conhecido de Streptomyces huasconensis NA10 com ação inseticida contra larvas de Plutella xylostella, principal praga das crucíferas no mundo. Dois deles, azaspiromycin e pentalenolactone O, alcançaram desempenho próximo ao da abamectina em bioensaios.
O estudo partiu de extratos brutos da bactéria marinha, já com atividade relevante sobre a praga. A equipe usou mineração genômica para prever a produção de metabólitos inseticidas ainda não descritos. A triagem guiada pela atividade levou ao isolamento de azaspiromycin, pentalenolactone J, neopentalenolactone G e pentalenolactone O.
Azaspiromycin trouxe o achado estrutural mais novo. A molécula reúne um arcabouço bicíclico espiro-tetraidropirano-gama-lactama, ainda sem registro entre produtos naturais. A identificação das estruturas ocorreu por análise espectroscópica e cálculos de química quântica. Os pesquisadores também propuseram rotas biossintéticas plausíveis para os quatro compostos.
Nos ensaios com Plutella xylostella, os compostos exibiram efeito inseticida de moderado a forte, com LD50 entre 5,1 e 25,5 micrômetro. Azaspiromycin registrou LD50 de 8,3 micrômetro. Pentalenolactone O atingiu 5,1 micrômetro. O padrão positivo, abamectina, marcou 4,2 micrômetro.
O trabalho também avaliou toxicidade aguda em organismo não alvo. Os compostos pouparam o bicho-da-seda, sinal de segurança biológica nesse modelo.
Segundo os cientistas, esse resultado abre espaço para novos biopesticidas no manejo de Plutella xylostella. O estudo também traz o primeiro relato da ação inseticida de azaspiromycin e de derivados de pentalenolactona sobre essa praga.
Mais informações em doi.org/10.1002/ps.70751
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