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Pesquisadores da CSIRO, agência nacional de ciência da Austrália, decifraram o mapa genético mais detalhado já obtido do fungo Rhizoctonia solani AG-8, patógeno de solo que provoca doenças em diversas culturas. O estudo auxiliará em estratégias de manejo de doenças.
O trabalho conseguiu, pela primeira vez, sequenciar e montar o genoma do patógeno em nível de cromossomos. Os pesquisadores identificaram que o fungo possui dois conjuntos distintos de material genético, chamados haplótipos. Essa condição, conhecida como dicarionte, explica parte da capacidade do patógeno de escapar de estratégias tradicionais de controle.
Segundo a equipe científica, os dois haplótipos apresentam diferenças genéticas relevantes. Cada um pode desempenhar funções distintas durante a infecção das plantas. Análises mostraram que genes de um dos conjuntos genéticos tendem a ser mais ativados durante o ataque às culturas, mesmo quando esse haplótipo aparece em menor abundância no fungo.
O estudo também revelou que cada haplótipo possui cerca de 50 milhões de pares de bases distribuídos em 16 cromossomos. A montagem em escala cromossômica superou limitações de pesquisas anteriores, que trabalhavam com genomas fragmentados e incompletos.
Os dados genéticos abrem espaço para estudos mais amplos sobre a população do fungo nas regiões produtoras de grãos da Austrália. A nova referência genômica permite investigar como o patógeno se adapta a diferentes culturas e ambientes.
A expectativa dos pesquisadores envolve o desenvolvimento de estratégias de manejo mais precisas. O conhecimento detalhado do genoma pode orientar práticas agrícolas, rotação de culturas e futuras pesquisas voltadas à redução do impacto da doença nas lavouras.
Outras informações em doi.org/10.1093/g3journal/jkaf252
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