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O mercado latino-americano de bioinsumos mantém o crescimento, mas enfrenta maior concorrência, pressão sobre preços e consolidação empresarial. Nesse cenário, empresas com soluções diferenciadas, desempenho consistente e estratégias comerciais eficientes tendem a ampliar espaço.
A avaliação integra análise da DunhamTrimmer apresentada por Mark Trimmer, presidente e fundador da consultoria. Segundo Trimmer, o mercado já não discute a continuidade da expansão, mas quais empresas conseguirão capturar esse crescimento.
Ignacio Moyano, vice-presidente de desenvolvimento de negócios para a América Latina da DunhamTrimmer, destaca a necessidade de diferenciação sustentável, inovação e resiliência diante da pressão sobre margens. A análise também aponta a consolidação do mercado e a preparação para um novo ciclo de crescimento entre os principais desafios da indústria.
O Brasil concentra a maior parcela do mercado regional de biocontrole. A adoção avançou nas grandes culturas, enquanto a entrada de novas empresas e produtos intensificou a disputa comercial. A área tratada continua em expansão, mas o crescimento em valor perdeu ritmo.
O país soma 859 registros ativos de biopesticidas. Desse total, 826 correspondem a produtos microbianos. Mais da metade dos registros surgiu desde 2022. Em 2025, o Brasil concedeu 175 novos registros. Bioinseticidas, biofungicidas e bionematicidas concentram parte relevante da competição.
Para Trimmer, a inovação tecnológica isolada já não garante vantagem competitiva. Os fabricantes precisam entregar desempenho consistente no campo, integração ao sistema produtivo e uma estratégia comercial eficiente.
Compatibilidade entre produtos, facilidade de uso, validação local e assistência técnica também influenciam a adoção. A integração com defensivos químicos e fertilizantes ganhou importância diante da complexidade dos programas de manejo.
Outros países ampliam participação. O Peru apresenta o crescimento mais acelerado no biocontrole regional, impulsionado pelas culturas de exportação e pela demanda por frutas frescas com menos resíduos. A Colômbia avança em culturas tropicais e ornamentais, com projeção superior a 8% ao ano e expectativa de superar US$ 100 milhões até 2032.
Nos bioestimulantes, a América Latina registra taxa anual próxima de 12%. O Brasil responde por mais da metade do mercado. Peru, Colômbia e Equador ampliam participação em culturas de alto valor agregado.
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