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A armadilha adesiva azul apresentou o melhor desempenho para monitorar tripes em lavouras comerciais de cebola. O método registrou variância relativa de 5,27%, precisão econômica de 135,50 e custo de 3,64 dólares por hectare. O resultado indica maior eficiência operacional para programas de Manejo Integrado de Pragas.
Pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa compararam quatro técnicas em 30 lavouras da cultivar Andromeda, na região do Alto Paranaíba, em Minas Gerais (doi 10.37486/2675-1305.ec08029). O estudo avaliou contagem direta, batida das plantas, ensacamento e armadilhas adesivas azuis. A contagem direta funcionou como referência da densidade absoluta.
A armadilha azul apresentou coeficiente de determinação de 0,79 e inclinação de regressão de 0,82. Esses valores indicaram a maior correlação com a população presente nas plantas. O método demandou 0,10 amostra por hectare e registrou tempo médio de 61,94 segundos por amostra.
O ensacamento teve o menor custo unitário, com 0,08 dólar por amostra. No entanto, exigiu 60,14 amostras por hectare e não apresentou correlação significativa com a densidade absoluta. A técnica também demandou 94,45 segundos por amostra.
A batida das plantas apresentou o menor tempo, com 10,16 segundos por amostra. O método alcançou correlação moderada com a densidade de tripes, mas registrou variância relativa de 43,81%, acima do limite de 25% adotado no estudo.
A contagem direta identificou predominância de Thrips tabaci, responsável por 89,4% dos indivíduos. Frankliniella occidentalis e Frankliniella schultzei completaram a composição observada.
Os pesquisadores concluíram que as armadilhas azuis oferecem o indicador mais confiável da pressão de infestação em campo e podem apoiar decisões sobre o momento de controle.
O trabalho foi realizado pelas cientistas Lara B. Ribeiro, Samuel R. França, Daniel C. Nogueira, Monique F. Malaquias, Mariana M. F. Oliveira, Carlos G. da Cruz e Flávio L. Fernandes.
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