Corteva divulga resultados do segundo trimestre de 2026
Companhia prevê EBITDA operacional de até US$ 4,3 bilhões em 2026 e mantém separação para outubro
A ZF Friedrichshafen AG encerrou o primeiro semestre de 2026 com melhora nos principais indicadores financeiros, apesar do cenário ainda desafiador para a indústria automotiva global. A companhia elevou sua margem EBIT ajustada para 5,0%, ante 4,3% no mesmo período de 2025, e manteve as projeções para o restante do ano.
Entre janeiro e junho, as vendas somaram 19,3 bilhões de euros, uma redução nominal de 2% em relação aos 19,7 bilhões de euros registrados um ano antes. Desconsiderando efeitos cambiais e operações de fusões e aquisições, no entanto, a empresa registrou crescimento orgânico de 0,5%.
O EBIT ajustado alcançou 964 milhões de euros, acima dos 853 milhões de euros obtidos no primeiro semestre de 2025. O fluxo de caixa livre ajustado também apresentou forte evolução, passando de 465 milhões para 989 milhões de euros.
Segundo o CEO da ZF, Mathias Miedreich, os resultados refletem o foco da companhia na eficiência operacional e no controle de custos. "A disciplina de custos e um foco ainda maior no desempenho operacional e em produtos que geram valor começaram a produzir resultados. O ambiente continua desafiador, mas estamos avançando de forma consistente", afirmou.
De acordo com a empresa, a melhora na geração de caixa foi impulsionada pelo desempenho operacional e pela manutenção de uma política disciplinada de investimentos. O CFO da ZF, Michael Frick, destacou que esses fatores fortaleceram a capacidade de geração de caixa da companhia, apesar do impacto temporário de desembolsos relacionados a programas de reestruturação iniciados em períodos anteriores.
A empresa também reduziu os investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D), que caíram cerca de 7%, para 1,6 bilhão de euros, equivalente a 8,2% da receita líquida. Os investimentos em propriedades, instalações e equipamentos recuaram aproximadamente 19%, totalizando 600 milhões de euros.
Ao final de junho, a dívida líquida era de aproximadamente 9,8 bilhões de euros. O índice de alavancagem caiu de 2,98 para 2,75 vezes em relação ao encerramento de 2025, enquanto a liquidez disponível permaneceu acima de 7 bilhões de euros, incluindo uma linha de crédito rotativo de 3,5 bilhões de euros ainda não utilizada.
A ZF encerrou o semestre com 149.675 colaboradores em todo o mundo, redução de pouco mais de 2% frente aos 153.153 registrados no fim de 2025. Na Alemanha, o número de empregados passou de 49.210 para 47.068, queda superior a 4%.
Apesar das incertezas econômicas e geopolíticas, a companhia reafirmou suas projeções para 2026. A expectativa permanece de superar 38 bilhões de euros em vendas e ultrapassar 1 bilhão de euros em fluxo de caixa livre ajustado.
Segundo Michael Frick, a margem operacional obtida no primeiro semestre já se posiciona no limite superior da faixa prevista pela empresa, entre 4% e 5%. O executivo ressaltou, porém, que o ambiente de negócios segue marcado por elevada volatilidade, especialmente em razão das tensões geopolíticas e da lenta recuperação econômica na Alemanha e na Europa, fatores que continuam pressionando a indústria automotiva.
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