Brotações elevam risco de greening no segundo semestre

Período concentra até 80% das brotações dos citros e favorece a multiplicação do psilídeo transmissor da doença

31.07.2026 | 16:45 (UTC -3)
Fundecitrus

Com o início do segundo semestre, a citricultura entra em um dos períodos mais críticos para o manejo do greening. Entre julho e outubro ocorre a principal emissão de brotações dos pomares, que pode representar de 50% a 80% do total anual, dependendo da região. Com a chegada das chuvas, esse processo se intensifica, criando condições favoráveis para a multiplicação do psilídeo, inseto transmissor da doença.

Os dados da plataforma Alerta Psilídeo, desenvolvida pelo Fundecitrus, refletem esse cenário. Na primeira quinzena de julho, o número de brotações aumentou 50% em relação à quinzena anterior em todo o cinturão citrícola.

A incidência do psilídeo também cresce significativamente nessa época e pode ser quase três vezes superior à média anual. Na primeira quinzena de julho, as armadilhas do Alerta Psilídeo registraram aumento de 86% na captura do inseto em comparação com a quinzena anterior.

“As brotações recém-formadas são o principal alvo do psilídeo, tornando esse período decisivo para evitar novas infecções. Por isso, é fundamental intensificar as medidas de controle, especialmente as pulverizações, até que as folhas atinjam um estágio de desenvolvimento em que se tornem menos atrativas ao inseto”, explica o engenheiro-agrônomo do Fundecitrus Arthur Tomaseto.

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