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Estudo de cientistas chineses demonstrou que a traça-do-tomateiro (Tuta absoluta) pode desenvolver resistência elevada ao bioinseticida spinetoram quando submetida a uso contínuo. Após 20 gerações de seleção em laboratório, a linhagem resistente (SPI-R) apresentou aumento de 410 vezes na tolerância ao produto em comparação a populações suscetíveis.
A análise genética revelou que a resistência segue padrão poligênico, autossômico e de herança recessiva incompleta, com alta herdabilidade. Isso indica forte potencial de transmissão do caráter resistente para novas gerações, aumentando os riscos de perda de eficácia em campo.
Testes bioquímicos mostraram que a resistência relaciona-se principalmente à maior atividade de três enzimas de detoxificação: monooxigenases do citocromo P450, transferases de glutationa (GSTs) e carboxilesterases (CarEs). Entre elas, o P450 apresentou papel predominante, de acordo com ensaios com sinergistas.
Apesar da resistência, a linhagem SPI-R apresentou custos biológicos. As fases larvais se prolongaram e a longevidade dos adultos foi reduzida em comparação à população suscetível. A taxa intrínseca de crescimento também caiu, refletindo menor aptidão da praga em condições livres de pressão química.
Não foram detectadas mutações no gene alvo do inseticida, sugerindo que a resistência decorre principalmente de mecanismos metabólicos e não de alterações no sítio de ação.
Outras informações em doi.org/10.1016/j.pestbp.2025.106659
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