Mercado Agrícola - 27.ago.2025
Falta de compras chinesas nos Estados Unidos pressiona os preços
O pagamento de R$ 62,78 bilhões em precatórios provocou salto no déficit primário do Governo Central em julho, que atingiu R$ 59,12 bilhões. O valor representa o segundo pior resultado para o mês, atrás apenas de julho de 2020, durante a pandemia de covid-19. No mesmo mês de 2024, o déficit tinha sido de R$ 8,86 bilhões, com o pagamento de precatórios concentrado em fevereiro.
A expectativa do mercado, segundo o boletim Prisma Fiscal, era de déficit menor, de R$ 49 bilhões. De janeiro a julho, o saldo negativo soma R$ 70,27 bilhões, abaixo dos R$ 76,24 bilhões registrados no mesmo período de 2024.
A exclusão de R$ 26,3 bilhões em precatórios da meta fiscal, por acordo com o STF, mantém a projeção do governo de fechar o ano dentro do limite de R$ 31 bilhões de déficit, previsto no novo arcabouço fiscal.
Apesar da pressão dos precatórios, a arrecadação federal recorde em julho ajudou a conter o rombo. As receitas líquidas cresceram 10% em valores nominais e 4,5% reais. As despesas, impulsionadas também pela Previdência e pelo BPC, subiram 35,8% nominais e 1,6% reais. Só os gastos com BPC cresceram 11,9% acima da inflação.
Em contrapartida, as despesas com programas sociais com controle de fluxo recuaram 5,5% em termos reais. O Bolsa Família teve retração de R$ 812,6 milhões, queda de 5,8%, após ajustes nos cadastros.
Os investimentos públicos somaram R$ 37,9 bilhões entre janeiro e julho, recuo de 18,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, descontada a inflação. O Tesouro atribui a oscilação ao ritmo irregular das obras e à política de faseamento dos gastos discricionários.
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