Mercado Agrícola - 27.ago.2025
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Foi assinado hoje (28/8), durante evento em comemoração ao Dia da Agricultura Digital, na Embrapa Agricultura Digital, em Campinas (SP), um termo de cooperação entre a Diretoria Pesquisa dos Agronegócios (Apta), Instituto Pacege e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para a constituição do Corredor de Inovação Agropecuária de São Paulo, conhecido como Corredor Agro.
O termo prevê a implementação da estrutura de governança, com estabelecimento do conselho diretor e do comitê executivo, bem como a realização de estudos e definições do modelo jurídico, do regimento e plano de captura de receitas. Também será estruturada a comunicação do Corredor Agro, com a operacionalização do website, composição de uma agenda de eventos e de perfis em redes sociais.
O Corredor Agro é um projeto de aliança estratégica que integra as regiões de Ribeirão Preto, São Carlos, Piracicaba, Campinas e São José dos Campos, reconhecidas pela tradição agropecuária e presença de atores relevantes para o desenvolvimento tecnológico (universidades, institutos de pesquisa, ambientes de inovação, agtechs e produtores rurais). A iniciativa implementada em 2021 busca estabelecer cooperação mútua entre os parceiros e promover a inovação no agronegócio.
A diretora de Inovação, Negócios e Transferência de Tecnologias da Embrapa, Ana Euler, destacou a importância do Corredor Agro, onde se concentra grande quantidade de stratups do agro. De acordo com o Radar AgTech Brasil 2024, mapeamento feito pela Embrapa, SP Ventures e Homo Ludens, o estado de São Paulo conta com 860 startups do agro, mais de 40% do total de startups nacionais. Muitas delas estão no território de abrangência do Corredor Agro.
“A ideia é que a Embrapa, como instituição de pesquisa nacional, possa conectar esse corredor com tantos outros corredores de inovação em outras regiões”, disse a diretora.
Embora nos últimos quatro anos tenha havido avanços, como mapeamento do território, desenvolvimento de identidade e marca, realização de eventos e reuniões e articulação com parceiros, ainda faltava uma estruturação da governança e do arcabouço jurídico do Corredor Agro, o que será feito agora.
Neste primeiro momento, Embrapa, como representante do governo federal e Apta, representando o estado de São Paulo e o Instituto Pecege (Agtech Valley – Piracicaba) assinam o termo. Mas futuramente outros parceiros como o Sebrae-SP, os Parques Tecnológicos de Ribeirão Preto (Supera), São José dos Campos e o OnovoLab, de São Carlos poderão aderir à Aliança Estratégica.
De acordo com o Radar AgTech Brasil 2024, mapeamento feito pala Embrapa, SP Ventures e Homo Ludens, o estado de São Paulo conta com 860 startups do agro. A maior parte delas estão localizadas no território compreendido pelo Corredor Agro.
O acordo assinado tem duração de três anos e não prevê a transferência de recursos entre os signatários.
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