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Plantas de batata expostas por 48 horas a voláteis liberados por plantas infestadas com pulgões reduziram a sobrevivência de Myzus persicae e a produção de ninfas. O efeito surgiu nas primeiras 48 horas após a exposição. No mesmo período, as plantas atraíram mais Harmonia axyridis e Aphidius gifuensis. Depois, entre 48 e 96 horas, os efeitos sobre os insetos desapareceram.
A conclusão consta em estudo de equipe internacional de pesquisadores baseados no Reino Unido e na China.
O trabalho avaliou plantas receptoras de Solanum tuberosum em sistema controlado com fluxo de ar unidirecional. As plantas receberam voláteis de plantas da mesma espécie infestadas ou não infestadas por pulgões. Os bioensaios ocorreram em dois momentos: de 0 a 48 horas após a exposição e de 48 a 96 horas.
No primeiro intervalo, a exposição aos voláteis induzidos por herbivoria suprimiu o desempenho do pulgão, mas não alterou o assentamento dos insetos nas plantas. Também ampliou a atração de dois inimigos naturais com importância no controle biológico: a joaninha Harmonia axyridis e o parasitoide Aphidius gifuensis.
A análise dos voláteis das plantas receptoras apontou aumento significativo na emissão total logo após a exposição. Sete compostos individuais apresentaram níveis mais altos nesse momento.
No segundo intervalo, a resposta comportamental dos insetos não diferiu da testemunha. O perfil volátil também mudou. Parte dos compostos elevados no primeiro período caiu. Outro grupo, com seis compostos, manteve emissão mais alta.
Os autores sugerem que a exposição breve a voláteis induzidos por pulgões ativa defesas indiretas rápidas e transitórias em plantas vizinhas. O mecanismo abre uma janela de proteção logo após a exposição, com potencial para indução temporalmente precisa de defesa em batata.
Outras informações em doi.org/10.1002/ps.70577
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