RS Safra 2025/26: colheita do milho avança para 35%
A Emater/RS estima o cultivo de 785.030 hectares, com produtividade de 7.370 kg/ha
A interação entre plantas e fungos do gênero Trichoderma induz imunidade sistêmica durável sem ativação constitutiva de defesas. O processo depende de regulação por pequenos RNAs e de consolidação epigenética. Essa integração explica a manutenção da prontidão defensiva com baixo custo metabólico. A conclusão consta em revisão científica realizada por pesquisadores chineses.
O trabalho descreve que a colonização radicular por Trichoderma reorganiza perfis de microRNAs, siRNAs e RNAs longos não codificantes. Esses RNAs definem prioridades de defesa. O controle ocorre no pós-transcricional e no nível cromatínico. A planta ajusta sensibilidade hormonal e limiares de resposta. A defesa permanece induzível, não ativa.
Os autores apontam que microRNAs modulam módulos regulatórios conservados. Esses módulos conectam crescimento, hormônios e imunidade. Exemplos incluem eixos que ajustam auxina, espécies reativas de oxigênio e vias dependentes de jasmonato. O efeito resulta em respostas graduais, compatíveis com resistência sistêmica induzida.
A revisão destaca o papel dos siRNAs associados a proteínas Argonauta. Esses complexos direcionam metilação de DNA dependente de RNA. A metilação ocorre em regiões regulatórias. O efeito ajusta a capacidade de indução gênica. O mecanismo estabiliza o estado primado sem silenciar genes de forma permanente.
RNAs longos não codificantes surgem como camada adicional. Eles atuam como andaimes, iscas ou reguladores competitivos de microRNAs. Também interagem com a cromatina. Essa atuação integra sinais hormonais e imunes. O resultado reforça a flexibilidade regulatória em ambientes de rizosfera.
No nível epigenético, a revisão descreve marcas de histonas permissivas e repressivas em combinação. A cromatina permanece em estado “pronto”. A ativação ocorre rápido após desafio patogênico. A planta evita custos de expressão contínua. A acessibilidade cromatínica muda de forma localizada e reversível.
O modelo proposto interpreta resistência sistêmica induzida e resistência sistêmica adquirida como pontos de um continuum regulatório. As diferenças dependem da intensidade e da duração dos sinais de RNA e epigenética. O enfoque supera classificações rígidas baseadas apenas em hormônios.
A revisão também aponta lacunas. Faltam validações funcionais de RNAs longos em sistemas com Trichoderma. Há variação entre cepas do fungo. Condições de campo podem alterar a estabilidade do priming. Estudos temporais e causais seguem necessários.
O trabalho conclui que a imunidade induzida por Trichoderma resulta de um estado regulatório. Pequenos RNAs definem prioridades. A epigenética consolida a memória funcional. A planta preserva crescimento e aptidão. O conceito oferece base para estratégias sustentáveis de proteção de culturas.
Mais informações em doi.org/10.1016/j.plantsci.2026.113030
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