Estresse hídrico ameaça milho de terceira safra no Sealba
Déficit de água pode causar perdas de até 35,8% no potencial produtivo, segundo análise do Inmet
Novas tensões entre Estados Unidos e Irã elevaram o prêmio de risco nos mercados de energia e fertilizantes. A menor circulação no Estreito de Ormuz reacendeu preocupações com a oferta de matérias-primas e produtos acabados, sobretudo nitrogenados, segundo levantamento da Consultoria Agro Itaú BBA.
A ureia registrou a segunda alta consecutiva após mais de dez semanas de queda. O produto alcançou 437 dólares por tonelada no mercado CFR Brasil. O petróleo Brent superou 90 dólares por barril. O enxofre permaneceu próximo de 1.250 dólares por tonelada.
A China também passou a exigir inspeção obrigatória de exportação para o sulfato de amônio. A medida pode ampliar o prazo de liberação das cargas e aumentar o risco de atrasos. O país responde por quase todo o sulfato de amônio importado pelo Brasil em 2026.
A melhora na relação de troca da ureia estimulou as compras para a adubação da safrinha e reduziu o atraso ante o ano anterior. Nos fosfatados, o MAP permaneceu próximo de 890 dólares por tonelada CFR. As importações brasileiras caíram 24% entre janeiro e junho, para 1,4 milhão de toneladas. As compras externas de SSP recuaram 14%, também para 1,4 milhão de toneladas.
As importações de enxofre somaram 671 mil toneladas no ano, queda de 41%. Arábia Saudita, Catar e Emirados Árabes Unidos não enviaram volumes ao Brasil no período.
No cloreto de potássio, as cotações ficaram estáveis. As importações avançaram 6%, para 7,3 milhões de toneladas. Os embarques do Canadá e do Turcomenistão compensaram a redução dos volumes russos.
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