Revestimento protege fungo benéfico em fertilizante químico
Tecnologia aumenta a sobrevivência de Trichoderma harzianum e permite aplicação conjunta com fertilizantes
Pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz desenvolveram protocolo rápido e de baixo custo para visualizar e quantificar ovos de Dalbulus maidis em tecidos de milho. O método reduz etapas de preparação e permite processar grandes volumes de amostras (DOI 10.37486/2675-1305.ec08026).
A cigarrinha-do-milho deposita os ovos no interior das folhas. Esse padrão dificulta a observação direta e pode levar à subestimação da fecundidade. A espécie atua como principal vetor de microrganismos associados aos enfezamentos e de vírus do milho.
O protocolo começa com a coleta das folhas e dos colmos pelo menos 48 horas após a oviposição. Os tecidos seguem para tubos com solução de hipoclorito de sódio a 2,5%. O material permanece em banho-maria a 85 graus Celsius, com variação de dois graus Celsius, durante 25 minutos.
Após o resfriamento em água por cinco minutos, os pesquisadores transferem as amostras para uma solução de azul de metileno a 0,1%, preparada em etanol absoluto. A coloração dura 30 minutos. Em seguida, os tecidos recebem lavagem com etanol a 70% e passam por avaliação em estereomicroscópio com aumento de dez vezes.
A validação envolveu cerca de 3 mil plantas de milho entre os estádios V1 e V4. As amostras apresentaram de cinco a 80 ovos por planta durante um período de oviposição de 48 horas. Cada lote exigiu entre uma hora e uma hora e meia, desde a coleta até a contagem.
Os tecidos podem permanecer na solução de azul de metileno por pelo menos três semanas antes da análise. O tempo de imersão no hipoclorito exige ajuste conforme a espessura da folha, a presença de tricomas e o estádio de desenvolvimento da planta. Folhas jovens demandam menor exposição para evitar desintegração.
O estudo foi desenvolvido por Gabriel S. Dias e Aline S. Guidolin.
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