Revestimento protege fungo benéfico em fertilizante químico
Tecnologia aumenta a sobrevivência de Trichoderma harzianum e permite aplicação conjunta com fertilizantes
O avanço das tensões geopolíticas nas principais rotas de petróleo aumentou o risco de alta nos custos agrícolas. O cenário envolve restrições no Estreito de Hormuz, ataques a petroleiros e a intensificação da guerra na região do Mar Negro. Uma eventual valorização do barril pode afetar combustíveis, fertilizantes e defensivos. Parte dos produtores brasileiros ainda precisa adquirir insumos para a próxima safra.
A soja dos Estados Unidos alcançou 66% das áreas em florescimento. O índice atingia 50% na semana anterior. No mesmo período do ano passado, marcava 60%, valor igual à média histórica. O desenvolvimento mantém o avanço observado desde o plantio.
A qualidade da soja norte-americana apresentou pequena melhora. As lavouras classificadas como boas ou excelentes somaram 66%, ante 65% na semana anterior e 68% no ano passado.
Os contratos da oleaginosa em Chicago superaram 12 dólares por bushel no início da semana. Depois, o mercado passou por liquidação e buscou níveis de suporte próximos de 12 dólares. As posições de 2027 trabalharam perto de 12,30 dólares por bushel, após tentativas de avanço até 12,50 dólares.
No Brasil, os preços da soja nos portos permaneceram entre os maiores patamares do ano. As indicações variaram de 146 reais por saca para agosto a 150 reais por saca para novembro. Alguns negócios para novembro e dezembro alcançaram de 151 a 152 reais por saca.
A comercialização da safra brasileira chegou a 73,5%. No ano anterior, o índice alcançava 74%. A média corresponde a 74,5%. Os produtores ainda mantêm cerca de 47,7 milhões de toneladas, ante 44,4 milhões de toneladas no mesmo período do ciclo passado.
As vendas antecipadas da nova safra alcançaram 26,5%. O índice marcava 29% no ano anterior e 31% na média. Os negócios ganharam ritmo nos últimos dias, com maior presença das operações de troca por insumos. O volume negociado soma 49,3 milhões de toneladas. No ciclo anterior, alcançava 52,2 milhões de toneladas.
No milho, 59% das lavouras norte-americanas entraram em florescimento. A média histórica alcança 54%. A formação de espigas chegou a 13%, ante média de 11%. As lavouras boas ou excelentes representaram 67% da área. O resultado ficou abaixo do registrado na semana anterior e no mesmo período do ano passado.
No Brasil, a colheita do milho se aproxima de 55%. A média histórica para o período chega a 70%. Cerca de 60,5 milhões de toneladas já saíram das lavouras. Quase 50 milhões de toneladas ainda dependem da colheita. O volume disponível reduz a pressão compradora das indústrias no curto prazo.
Grande parte do milho colhido atende contratos firmados anteriormente. As indicações de exportação, antes situadas entre 71 e 74 reais por saca, recuaram para uma faixa de 67 a 70 reais por saca nas posições de agosto a outubro.
A demanda pode ganhar força após a colheita. O mercado acompanha as exportações, o consumo das usinas de etanol e o uso na alimentação animal. A instabilidade no Mar Negro também pode limitar os embarques de milho da Ucrânia e da Rússia. Esse movimento abriria espaço para outros fornecedores.
O sorgo amplia sua participação na segunda safra brasileira. A área plantada alcançou 2,2 milhões de hectares. A produção potencial varia de 7 milhões a 8 milhões de toneladas. A cultura ganha espaço na fabricação de etanol e pode ampliar sua presença no mercado externo.
Nos Estados Unidos, apenas 45% das lavouras de sorgo receberam classificação boa ou excelente. No ano passado, esse índice chegava a 68%. O resultado sinaliza risco de redução na produção norte-americana e pode criar oportunidades para outros exportadores.
O trigo também recebe influência da guerra no Mar Negro. A região reúne Rússia, Ucrânia e outros fornecedores do Leste Europeu. As dificuldades logísticas e os riscos sobre terminais de embarque sustentaram os contratos internacionais.
Nos Estados Unidos, 53% das lavouras de trigo de primavera receberam classificação boa ou excelente. Na semana anterior, o índice alcançava 58%. A colheita do trigo de inverno chegou a 74%.
O mercado brasileiro ainda registra pouca reação. Os preços variam de 1.300 a 1.310 reais por tonelada no Rio Grande do Sul e de 1.380 a 1.410 reais por tonelada no Paraná. As indicações de balcão permanecem entre 69 e 71 reais por saca no Sul.
A área brasileira de trigo se aproxima de 2 milhões de hectares. No ano anterior, o plantio ocupou 2,5 milhões de hectares. As lavouras apresentam desenvolvimento dentro da normalidade informada no levantamento.
O arroz iniciou uma recuperação após atingir valores inferiores ao custo de produção relatado pelos produtores. No Rio Grande do Sul, as indicações variam de 62 a 70 reais por saca, conforme a região e a qualidade. Em Santa Catarina, os preços também avançaram. No Centro-Oeste, o arroz de Mato Grosso alcança de 90 a 100 reais por saca, sob menor disponibilidade.
No feijão, a entrada da terceira safra aumentou a oferta de produto irrigado e pressionou as cotações. O feijão-carioca de maior qualidade, antes negociado perto de 500 reais por saca, passou para uma faixa de 300 a 330 reais por saca. Os lotes comerciais variam de 275 a 310 reais por saca.
O feijão-preto apresenta maior estabilidade, com preços entre 185 e 210 reais por saca. A oferta pode diminuir a partir de agosto, após o encerramento de parte das colheitas. O mercado aguarda maior ritmo de reposição do varejo.
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