Setor de bioinsumos busca avanço regulatório no Brasil

Encontro da Anpii Bio reúne governo, ciência e indústria em Brasília para alinhar inovação e segurança

06.05.2026 | 14:46 (UTC -3)
Letícia Rodrigues, edição Revista Cultivar

Em um momento decisivo para a consolidação do marco regulatório dos bioinsumos no Brasil, a Associação Nacional de Promoção e Inovação da Indústria de Biológicos (Anpii Bio), em pareceria com o Ministério da Agricultura (Mapa), realizou em Brasília, na última semana, uma reunião técnica voltada à definição de diretrizes para a inovação no setor. O encontro reuniu especialistas da academia, órgãos reguladores, centros de pesquisa e indústria, com o objetivo de alinhar diretrizes técnicas e científicas para o desenvolvimento e a segurança dos produtos biológicos no país. 

Com painéis temáticos, foram abordados desde os fundamentos científicos da regulação até desafios relacionados à qualidade, eficácia, biossegurança e novas tecnologias. Os debates incluíram temas como coleções microbiológicas, protocolos de pesquisa, controle de qualidade e metodologias analíticas, além de avanços em inovação, como consórcios microbianos, bioderivados e edição gênica. 

O encontro ocorreu em um contexto estratégico para o setor, no qual o Brasil já figura entre os três maiores mercados globais de bioinsumos, ao lado de Estados Unidos e China. Na última safra, o segmento movimentou mais de R$ 7 bilhões no Brasil, que concentra entre 15% e 18% do mercado mundial. Esse cenário é acompanhado pela rápida expansão da indústria nacional, que cresceu mais de 50% em número de empresas entre 2022 e 2025, impulsionada pela inovação e pela entrada de novos players.

Segundo Julia Emanuela de Souza, diretora de relações institucionais da Anpii Bio, o encontro foi estruturado para garantir que as diretrizes técnicas acompanhem o nível de inovação que o setor já alcançou no país, alinhando de forma sólida ciência, regulação e mercado. “A parceria com o Mapa é estratégica nesse processo, pois fortalece a construção conjunta entre setor produtivo e governo, permitindo avançar em soluções mais consistentes e alinhadas às demandas reais da inovação no campo”, explicou. 

Com participação ativa do Mapa, o encontro reuniu representantes do setor produtivo e da indústria, órgãos governamentais e reguladores como Anvisa, Ibama, Inmetro e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC); instituições de pesquisa, como a Embrapa e o Instituto de Agroecologia (IEA); universidades de referência, como a Esalq/USP e as federais de Santa Catarina (UFSC), Viçosa (UFV), Brasília (UnB) e Goiás (UFG); bem como entidades representativas do agronegócio, como CNA, Aprosoja e CropLife.

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