Setor agro reage a novas tarifas dos EUA

Abag alerta para impactos econômicos e pede atuação diplomática firme

04.04.2025 | 16:51 (UTC -3)
Revista Cultivar, a partir de informações de Enio Campoi

A recente decisão do governo dos Estados Unidos de impor tarifas adicionais ao Brasil e a diversos outros países acendeu um alerta no setor agrícola nacional. A Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) manifestou preocupação com as medidas anunciadas pela administração do presidente Donald Trump, classificando-as como incompatíveis com as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) e prejudiciais ao comércio global.

As novas tarifas – com alíquota mínima de 10% – incidirão sobre produtos brasileiros exportados aos EUA, podendo alcançar níveis ainda mais elevados, a depender do setor. A medida deve gerar efeitos em cadeia, como aumento da inflação e desaceleração econômica, tanto no mercado norte-americano quanto em outros países.

A Abag destaca que o impacto é ainda mais grave quando atinge o agronegócio, setor essencial para a segurança alimentar global. A entidade reforça que o abastecimento eficiente e a preços justos depende de cadeias produtivas globalizadas, comércio fluido e capacidade de adaptação a demandas variáveis ao redor do mundo.

“O agronegócio brasileiro é um dos pilares da segurança alimentar no planeta. A imposição de tarifas unilaterais compromete essa função e ameaça a estabilidade dos mercados”, avalia a associação.

Reação do Brasil deve ser firme 

A Abag defende que o Governo brasileiro responda de forma estratégica, evitando reações precipitadas, mas atuando com firmeza na defesa dos interesses do país. Nesse contexto, a entidade apoia o avanço do Projeto de Lei 2.088/2023, que tramita no Congresso Nacional e prevê mecanismos legais para respostas comerciais a práticas consideradas abusivas por governos estrangeiros.

Além disso, a associação reforça que a diversificação de mercados e a ampliação de rotas de exportação devem estar no centro da agenda do comércio exterior brasileiro. “É preciso transformar o desafio em oportunidade, reposicionando o Brasil como fornecedor global resiliente, inovador e competitivo”, afirma a entidade.

Apesar do cenário desafiador, a Abag reafirma que o agronegócio seguirá cumprindo seu papel estratégico para o país e o mundo. Com base em tecnologia, sustentabilidade e qualidade, o setor oferece muito mais que alimentos: gera empregos, movimenta a economia, promove inovação e fortalece a imagem do Brasil no exterior.

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