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A predação intraguilda alterou de forma distinta os parâmetros populacionais e a capacidade de predação de dois agentes de controle biológico utilizados contra Tetranychus urticae. O impacto negativo recaiu sobre Neoseiulus barkeri. Já Scolothrips takahashii manteve desempenho e ampliou o potencial populacional sob a mesma condição.
A análise de tabela de vida, com abordagem idade-estágio e dois sexos, indicou queda na sobrevivência pré-adulta das duas espécies sob predação intraguilda. Em Neoseiulus barkeri, o desenvolvimento ocorreu em menor tempo. A fecundidade diminuiu. A taxa líquida de reprodução (R0) recuou de 30,76 para 10,51 descendentes por indivíduo. A taxa intrínseca de aumento (r) caiu de 0,2555 para 0,1872 por dia. A taxa finita de aumento (λ) passou de 1,2911 para 1,2059 por dia.
Em Scolothrips takahashii, o desenvolvimento e a fecundidade permaneceram estáveis. Não houve diferença significativa em R0, r, λ e no tempo médio de geração (T) entre os grupos com e sem predação intraguilda.
A taxa líquida de predação (C0) de Neoseiulus barkeri diminuiu de 381,00 para 172,97 presas por indivíduo. Em Scolothrips takahashii, o índice caiu de 416,58 para 25,31. Simulações computacionais projetaram populações menores e menor potencial de predação para Neoseiulus barkeri sob predação intraguilda. Para Scolothrips takahashii, as projeções indicaram aumento populacional e maior capacidade de consumo.
Os resultados apontam respostas adaptativas específicas entre os predadores e contribuem para o planejamento de programas com múltiplos agentes no controle biológico.
Mais informações em doi.org/10.1002/ps.70678
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