PR Safra 2025/26: clima favorece lavouras no início do ano

Boletim do Deral aponta boas perspectivas para milho, soja e batata, apesar de desafios pontuais em algumas culturas

06.01.2026 | 14:18 (UTC -3)
Revista Cultivar, a partir de informações do Deral

O início de 2026 foi marcado pelo retorno de chuvas regulares no Paraná, favorecendo o desenvolvimento das lavouras e consolidando boas expectativas produtivas, especialmente para o milho. As informações constam no Boletim Conjuntural divulgado nesta terça-feira (6/1) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, referente ao período de 30 de dezembro de 2025 a 5 de janeiro de 2026.

Na soja, o aumento da luminosidade e das temperaturas acelerou o desenvolvimento da cultura, permitindo a recuperação de atrasos fisiológicos registrados anteriormente. A maior parte das áreas encontra-se em fase de frutificação, com o estado fitossanitário sob controle. Há registros pontuais de percevejos e ferrugem-asiática, que exigiram intervenções com inseticidas e fungicidas. Em algumas regiões, a colheita já foi iniciada de forma incipiente, com indicativos de produtividade considerados otimistas. Em áreas semeadas precocemente, observa-se alongamento do ciclo em razão das condições climáticas atípicas dos meses anteriores, mas o cenário geral é de estabilidade e recuperação do potencial produtivo.

As lavouras de milho de primeira safra estão, majoritariamente, em fases avançadas, entre frutificação e maturação. O retorno das chuvas em diversas regiões consolidou o potencial produtivo, com expectativas de rendimentos elevados, superando médias históricas em áreas mais tecnificadas. A colheita para silagem já ocorre em parte do estado, apresentando bons resultados qualitativos. Ao mesmo tempo, o plantio da segunda safra avança em ritmo acelerado, impulsionado pela janela de zoneamento e pelas margens de rentabilidade atrativas do cereal.

Na batata, o Deral aponta dois cenários distintos conforme o ciclo. A safra das águas se destaca pela elevada produtividade e qualidade superior, beneficiada por temperaturas amenas e regime hídrico regular. Com a colheita avançando em várias regiões, os índices produtivos superam as expectativas iniciais, resultando em oferta robusta de produto com padrão especial. Já a safra das secas segue com o plantio em evolução e bom estabelecimento inicial. O panorama indica manutenção de alta oferta, o que exige atenção dos produtores à gestão comercial diante da pressão sobre os preços.

As lavouras de cana-de-açúcar apresentam evolução satisfatória em parte do estado, favorecidas pela melhora na luminosidade e pela manutenção de estoques hídricos adequados no solo. O aumento das temperaturas, aliado a períodos de menor nebulosidade, acelerou o metabolismo das plantas e contribuiu para a consolidação do bom estado fitotécnico da cultura.

No feijão, a primeira safra apresenta produtividade heterogênea. Enquanto algumas regiões registraram perdas e qualidade inferior devido às oscilações térmicas ao longo do ciclo, outras apontam resultados acima do esperado. A colheita avança rapidamente, com parte da produção destinada à formação de sementes para a segunda safra. O plantio da safrinha já começou em diversas localidades, logo após a colheita das culturas de verão ou da batata, aproveitando a umidade residual do solo.

O segmento de hortaliças enfrentou desafios climáticos pontuais, especialmente em áreas de campo aberto sob regime de sequeiro. O calor intenso e a irregularidade das chuvas provocaram estresse hídrico e perdas de produtividade em municípios especializados. Por outro lado, áreas com irrigação ou beneficiadas por quedas recentes de temperatura apresentam desenvolvimento dentro da normalidade. No caso da cebola, o tempo firme favoreceu as operações de colheita, garantindo a qualidade dos bulbos e permitindo o avanço dos trabalhos sem prejuízos fitossanitários.

As condições das pastagens são consideradas positivas na maior parte do Paraná. A combinação de calor e umidade estimulou o aumento do índice foliar e a produção de massa verde, assegurando suporte alimentar adequado ao rebanho bovino e mantendo a normalidade no desenvolvimento das áreas naturais e cultivadas.

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