IAC se despede do pesquisador Luiz D’Artagnan de Almeida

Responsável pela avaliação e difusão do feijão Carioca, pesquisador marcou a história da agricultura brasileira

05.01.2026 | 16:21 (UTC -3)
Mônica Silva, edição Revista Cultivar

O Instituto Agronômico (IAC) comunicou o falecimento do pesquisador aposentado Luiz D’Artagnan de Almeida (na foto), ocorrido em 2 de janeiro. Reconhecido por sua contribuição decisiva à agricultura brasileira, ele foi o responsável pela avaliação e difusão do feijão Carioca, variedade que transformou o consumo do grão no país.

Conhecido como D’Artagnan, o pesquisador ingressou no IAC em 1967, instituição vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, onde atuou até sua aposentadoria, em 2002, na então Seção de Leguminosas.

A trajetória do feijão Carioca teve início em 1966, quando grãos listrados foram encaminhados ao IAC para análise. As primeiras avaliações agronômicas e culinárias foram conduzidas por D’Artagnan, ao lado dos pesquisadores Shiro Miyasaka e Hermógenes Freitas Leitão Filho. Em 1969, a variedade foi oficialmente lançada, sob responsabilidade direta de D’Artagnan, e incorporada ao projeto de produção de sementes básicas da Diretoria de Assistência Técnica Integral (Cati).

Na década de 1970, com a implantação do Programa de Melhoramento Genético do Feijão, o feijão Carioca consolidou-se como o mais consumido no Brasil, chegando a representar 66% do consumo nacional, em um avanço que redefiniu padrões de qualidade e produtividade.

Pela relevância de seu trabalho, Luiz D’Artagnan de Almeida recebeu diversas homenagens ao longo da carreira e ficou conhecido como o “pai do Carioquinha”, deixando um legado permanente para a pesquisa e a agricultura nacional.

Compartilhar

Newsletter Cultivar

Receba por e-mail as últimas notícias sobre agricultura

acessar grupo whatsapp
Background Newsletter

Newsletter Cultivar

Receba por e-mail as últimas notícias sobre agricultura