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Estudo identificou alta eficiência no controle da lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda) com o uso combinado de extratos de neem e moringa e bactérias associadas à planta. A estratégia atingiu até 80% de mortalidade nas larvas, fase mais sensível da praga; e reduziu danos às folhas em condições de casa de vegetação e campo.
A pesquisa avaliou extratos etanólicos de neem (Azadirachta indica) e moringa (Moringa oleifera) junto com bactérias isoladas de folhas, raízes e colmos do milho. Os testes indicaram melhor desempenho quando o manejo ocorreu nas fases iniciais da infestação.
A análise química por cromatografia identificou oito compostos bioativos nos extratos vegetais, com ação inseticida, pesticida e antibacteriana. Entre eles, ácidos graxos e ésteres associados à inibição do desenvolvimento do inseto.
Os pesquisadores também isolaram 89 bactérias do milho e selecionaram quatro com maior potencial de biocontrole. As cepas pertencem aos gêneros Bacillus e Enterobacter. Em casa de vegetação, duas delas superaram 80% de eficácia no controle da praga.
Os resultados mostraram correlação direta entre a produção de enzimas pelas bactérias e a eficiência no controle da lagarta. Cepas com maior atividade de quitinase, protease e glucanase apresentaram melhor desempenho.
Os ensaios com extratos vegetais indicaram efeito dependente da dose. Concentrações intermediárias e altas causaram mortalidade elevada em larvas. Pupas e adultos apresentaram baixa suscetibilidade, com mortalidade abaixo de 17% e 7%, respectivamente.
No campo, plantas tratadas apresentaram menor desfolha e melhor desenvolvimento vegetativo em comparação à área sem tratamento. O controle químico não integrou os testes.
Mais informações em doi.org/10.3390/insects17010110
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