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Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) desenvolveram uma nanoemulsão capaz de reduzir a população da bactéria Candidatus Liberibacter asiaticus, associada ao greening (HLB), em mudas de laranjeira. A formulação, aplicada diretamente ao substrato, reduziu a carga bacteriana em até 2,46 unidades logarítmicas em relação às plantas não tratadas, após 300 dias. No experimento com maior resposta, 90% das plantas tratadas apresentaram concentrações bacterianas no limite de detecção ou próximas dele.
O estudo envolveu pesquisadores da Unesp e do laboratório N&P Tecnologia Farmacêutica. A formulação, denominada V13, contém óleo essencial de orégano, galato de hexila e eugenol.
Os experimentos utilizaram mudas de laranjeira-doce (Citrus sinensis), variedade Valência, infectadas por meio do psilídeo Diaphorina citri. A equipe conduziu dois ensaios independentes, cada um com dez plantas tratadas e dez controles.
A aplicação ocorreu por rega do substrato, com aproximadamente 150 mililitros da solução por muda. Cada ciclo de 60 dias incluiu sete aplicações, nos dias 0, 3, 6, 14, 21, 35 e 42, e o tratamento continuou ao longo de todo o experimento. Os pesquisadores mediram a concentração bacteriana por PCR quantitativa ao fim de cada ciclo, durante 300 dias.
No primeiro experimento, a formulação reduziu a carga bacteriana em 1,29 unidade logarítmica. Ao final, 70% das plantas tratadas apresentaram concentrações no limite de detecção ou próximas dele. No segundo ensaio, a redução alcançou 2,46 unidades logarítmicas, com resposta semelhante em 90% das plantas.
A nanoemulsão apresentou predominância de partículas com aproximadamente 50 nanômetros e manteve atividade bactericida durante 120 dias de armazenamento.
Ensaios ecotoxicológicos não identificaram toxicidade aguda em Tenebrio molitor nem alterações significativas na sobrevivência de Melipona scutellaris, nas condições avaliadas.
Os pesquisadores destacam a necessidade de validar a tecnologia em pomares comerciais. O estudo não demonstrou eliminação definitiva da bactéria nem substituição das medidas convencionais de manejo do greening (doi 10.3389/fagro.2026.1965184).
O trabalho foi realizado pelos cientistas Vitória Rodrigues Bergamo, Vítor Rodrigues Marin, Caio Felipe Cavicchia Zamunér, Lucas Miotelo, Maicon Segalla Petrônio e Henrique Ferreira.
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