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O plantio da soja 2026/2027 alcançou 18% da área prevista em Mato Grosso do Sul até 2 de outubro. A operação avançou com maior intensidade no Centro-Sul, sob condições adequadas de umidade. No mesmo período, a colheita do milho segunda safra 2025/2026 chegou a 99,96% da área acompanhada pelo Projeto Siga-MS.
O levantamento acompanha plantio e colheita em três macrorregiões: Norte, Centro e Sul. A região Sul lidera a implantação da soja, com 25,3% da área plantada. A região Centro registra 11,4%. No Norte, o índice é de 0,4%. O SIGA-MS estima cerca de 877,4 mil hectares já semeados no estado. O ritmo atual supera em aproximadamente 14,1 pontos percentuais o registrado no mesmo período da safra 2025/2026.
A projeção para a soja aponta 4,874 milhões de hectares em Mato Grosso do Sul. O número representa crescimento de 5,5% sobre o ciclo anterior. A produtividade média estimada alcança 52,4 sacas por hectare, com recuo de 13,2%. A produção prevista soma 15,331 milhões de toneladas, redução de 8,4%. A estimativa utiliza a média dos últimos cinco anos do Projeto SIGA-MS.
As chuvas favoreceram o estabelecimento do estande de plantas no Centro-Sul. O boletim, porém, alerta para o risco de selamento superficial do solo. Essa condição pode prejudicar a emergência das plântulas. Na região Norte, a irregularidade das chuvas limita o avanço das semeadoras. A expectativa apresentada pelo levantamento aponta aceleração do plantio a partir da segunda quinzena de outubro.
Em áreas com solos mais arenosos, técnicos observaram o uso de culturas alternativas à soja. Amendoim e feijão-mungo aparecem entre as opções adotadas. O manejo busca melhorar as condições do solo e ampliar as alternativas de renda nas propriedades.
No milho, a colheita chegou ao fim nas macrorregiões Norte e Centro. Ambas registraram 100% da área colhida. A macrorregião Sul alcançou 99,94%. A área colhida no estado soma cerca de 2,205 milhões de hectares. O levantamento também aponta áreas pontuais ainda em operação nas regiões Sul-Fronteira e Sudoeste, ambas dentro da macrorregião Sul.
A revisão da produtividade elevou a estimativa da segunda safra de milho para 122,79 sacas por hectare. O resultado supera em 13,3% o ciclo anterior. A área cultivada permanece estimada em 2,206 milhões de hectares, alta de 3%. A produção projetada alcança 16,253 milhões de toneladas, aumento de 16,7% frente à safra 2024/2025.
A diferença frente à previsão inicial ganhou destaque no levantamento. No começo do ciclo, o Siga-MS trabalhava com 84,16 sacas por hectare e produção de 11,139 milhões de toneladas. A nova projeção de 16,253 milhões de toneladas representa aumento de 45,9% sobre essa expectativa inicial. O boletim relaciona a revisão às condições favoráveis durante o desenvolvimento das lavouras e aos rendimentos obtidos nas áreas já colhidas.
Os técnicos realizaram 354 levantamentos de produtividade. A amostragem cobre 18% da área de milho, equivalente a cerca de 400 mil hectares. As produtividades observadas durante a semana variaram de 35 a 184 sacas por hectare. Os números ainda podem sofrer ajustes com a ampliação da amostragem e a consolidação do estudo de Uso e Ocupação do Solo. O boletim ressalta que a área amostrada ainda é pequena e indica tendência de redução nos valores de produtividade e produção à medida que o levantamento avançar.
As lavouras de milho avaliadas apresentam 67,8% da área em condição boa, 20,7% em condição regular e 11,6% em condição ruim. Nessa avaliação, o levantamento divide o estado em oito regiões, um recorte diferente das macrorregiões usadas para plantio e colheita. O Nordeste registra 77,6% das áreas em condição boa. O Oeste soma 76,2%. A região Centro, nesse recorte, apresenta a maior participação de áreas classificadas como ruins, com 23,8%.
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