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O Brasil ocupa a liderança mundial nas exportações de algodão e a terceira posição entre os produtores da fibra. A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) destaca esses resultados no Dia Mundial do Algodão, celebrado em 7 de outubro, com foco na integração da cadeia, no uso predominante de água da chuva e na certificação socioambiental.
A indústria têxtil brasileira consome cerca de 720 mil toneladas de algodão por ano. A fibra representa a principal matéria-prima natural do setor no país. A cadeia nacional reúne produção, beneficiamento e controle de qualidade. A Abrapa aponta a verticalização como diferencial frente a outros grandes produtores.
A produção se concentra no Cerrado e adota, em grande parte, regime de sequeiro. Nesse sistema, a lavoura depende principalmente da água da chuva. Segundo a entidade, essa característica reduz a pressão sobre os recursos hídricos.
A certificação Algodão Brasileiro Responsável (ABR), criada em 2012, alcançou 79% da produção nacional na safra 2024/2025. O programa aplica critérios ambientais, sociais e econômicos.
Para marcar a data, o programa Sou de Algodão lançou a campanha “Naturalmente Presente”. A ação busca ampliar a percepção sobre a presença da fibra na economia, no consumo e na cultura brasileira. O programa também relaciona a campanha ao movimento “Fim da Linha”, lançado pela Abrapa com outras fibras naturais. A iniciativa alerta para os microplásticos liberados por tecidos sintéticos ao longo do ciclo de vida.
O Dia Mundial do Algodão também inicia a contagem regressiva para os dez anos do Sou de Algodão, criado pela Abrapa em 2016.
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