Outono começa com calor acima da média e menos chuva

Inmet prevê temperaturas elevadas no país e redução de chuvas no Sul e Sudeste ao longo da estação

19.03.2026 | 16:08 (UTC -3)
Revista Cultivar, a partir de informações do Inmet

O outono no Hemisfério Sul começa às 11h45 desta sexta-feira (20) e segue até 21 de junho, marcando a transição entre o verão quente e úmido e o inverno frio e seco no Brasil. As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que divulgou nesta quinta-feira (19) a previsão climática para a estação.

De acordo com o órgão, o período deve ser caracterizado pela redução das chuvas no interior do país e pela entrada de massas de ar frio, principalmente nas regiões Sul e Sudeste, o que provoca quedas de temperatura ao longo da estação. Também são esperados fenômenos típicos, como nevoeiros, geadas e até neve em áreas serranas do Sul,

Temperaturas acima da média 

Para o trimestre de abril a junho, a previsão indica predominância de temperaturas acima da média em todas as regiões do Brasil.

No Sul, a tendência é de chuvas abaixo da média, com maior impacto no Paraná e em Santa Catarina. Apesar disso, não se descartam episódios de frio mais intenso, especialmente em áreas de maior altitude.

No Sudeste, a previsão também aponta para menos chuva, principalmente em São Paulo e Minas Gerais, enquanto no Centro-Oeste o cenário é de volumes próximos à média, com redução gradual a partir de abril.

Já no Nordeste, as chuvas devem ficar abaixo da média em grande parte da região, com exceção do Maranhão e norte do Piauí, onde há previsão de volumes acima do normal. Na Região Norte, a expectativa é de chuvas acima da média na maior parte dos estados.

O Inmet destaca ainda que o fenômeno La Niña, observado nos últimos meses, está em enfraquecimento, com tendência de neutralidade e possibilidade de evolução para El Niño ao longo do trimestre.

Reflexos no campo

No campo, o cenário de menos chuva e temperaturas elevadas pode afetar o desenvolvimento das lavouras de segunda safra, especialmente no Centro-Oeste, Sudeste e Sul, devido ao risco de redução da umidade do solo e estresse hídrico.

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