Farsul pede securitização ampla para dívida rural
Entidade quer incluir cooperativas, cerealistas e operações fora dos bancos
O milho segue apresentando bom desenvolvimento nas áreas de atuação da Cocari, mesmo diante dos desafios climáticos registrados em parte das regiões produtoras. A avaliação positiva da cooperativa ocorre em meio às comemorações do Dia Nacional do Milho, celebrado em 24 de maio, data que reforça a relevância estratégica da cultura para o agronegócio brasileiro.
Nas regiões do Paraná atendidas pela cooperativa, as lavouras mantêm boas perspectivas de produtividade. Segundo o consultor do supervisor do Departamento Técnico (Detec), Rodrigo Rombaldi, havia preocupação inicial com um possível déficit hídrico, mas as chuvas registradas nas últimas semanas contribuíram para sustentar o potencial produtivo.
De acordo com ele, o milho apresenta excelente desenvolvimento tanto no Paraná Baixo quanto no Paraná Alto. “Tivemos pequenos surtos de lagarta-do-cartucho em algumas regiões pontuais, exigindo maior controle, porém sem comprometer o estande das lavouras até o momento”, afirma.
No Cerrado Mineiro e Goiano, o cenário é mais heterogêneo. O supervisor do Detec, Golbery Fraga Faria, explica que a região registrou duas janelas distintas de plantio. As áreas implantadas dentro do zoneamento agrícola receberam melhores volumes de chuva e devem alcançar produtividade entre 100 e 120 sacas por hectare.
Já as lavouras semeadas fora da janela ideal, em razão do atraso provocado pelo excesso de chuvas durante a colheita da soja, enfrentam estiagem e déficit hídrico, reduzindo o potencial produtivo. Nessas áreas, a expectativa varia entre 50 e 80 sacas por hectare. “Também tivemos fortes surtos de lagarta-do-cartucho nas regiões mais quentes, aumentando o custo de produção”, destaca.
Em Cristalina, no Cerrado Goiano, o consultor do Detec Gabriel Vieira Celestino relata que as lavouras estão em fase de pendoamento, com bom porte e expectativa positiva de produtividade. Parte das áreas de milho sequeiro, porém, já enfrenta mais de 30 dias sem chuvas significativas.
“Mesmo com os sintomas de estresse hídrico, as lavouras ainda mantêm bom desenvolvimento de plantas e colmos. Agora, aguardamos o retorno das precipitações para preservar o potencial produtivo”, explica.
Além da produção no campo, o milho possui papel estratégico para a estrutura operacional da cooperativa, movimentando recebimento, armazenagem e logística nas unidades da Cocari. A cultura também segue como base para cadeias como avicultura, suinocultura, bovinocultura e indústria de biocombustíveis.
No cenário nacional, o Brasil permanece entre os maiores produtores e exportadores globais do cereal. A estimativa do IBGE aponta produção de aproximadamente 138,2 milhões de toneladas em 2026. Embora o volume represente retração de 2,5% frente ao recorde registrado em 2025, a safra segue em patamar elevado.
A primeira safra de milho deve crescer 15,2%, enquanto a segunda safra, responsável pela maior parte da produção nacional, tende a recuar 6,4%, principalmente em função das condições climáticas. Ainda assim, o cereal mantém protagonismo no agro brasileiro e segue como uma das culturas mais relevantes para a segurança alimentar e para a economia do país.
Receba por e-mail as últimas notícias sobre agricultura