Mercado Agrícola - 8.mai.2026

Plantio nos EUA avança; petróleo e conflito no Irã ampliam oscilações em grãos

08.05.2026 | 09:28 (UTC -3)
Vlamir Brandalizze - @brandalizzeconsulting

A soja brasileira registrou embarque recorde para abril. A Secex informou 16,746 milhões de toneladas exportadas no mês. No acumulado do ano, os embarques chegaram a 40,3 milhões de toneladas. O farelo também teve avanço. O volume acumulado soma 8,3 milhões de toneladas, ante 7,6 milhões no mesmo período do ano passado.

O faturamento da soja em abril atingiu US$ 8,105 bilhões. O produto mantém a liderança na pauta brasileira. O mercado segue com 62% da safra comercializada. No ano passado, o índice passava de 65%. A média também supera 65%. Para a safra nova, a comercialização alcança 12,5%, ante 18% no ano anterior e 20% da média.

No mercado internacional, os grãos acompanham o plantio nos Estados Unidos e as negociações ligadas ao conflito no Irã. A soja norte-americana já tem perto de 40% da área plantada. A média fica abaixo de 30%. O milho supera 45%, ante média inferior a 40%. Em Iowa, o plantio do cereal chega perto de 60%.

Situação do milho

No Brasil, o milho teve 473,9 mil toneladas exportadas em abril. No mesmo mês do ano passado, foram 178,4 mil toneladas. O acumulado do ano chega a 7,3 milhões de toneladas, contra 6,1 milhões no período anterior. No mercado interno, os negócios seguem lentos. Compradores aguardam as primeiras colheitas da safrinha.

Produtores relatam perdas de potencial em Goiás, Minas Gerais, partes de Mato Grosso, Paraná e São Paulo. A falta de chuva atinge lavouras de milho plantadas no começo de março, fora da janela. O sorgo também precisa de chuva no sul de Goiás, em Minas Gerais e em parte da Bahia. A área brasileira pode chegar a 2,2 milhões de hectares. A produção pode se aproximar de 8 milhões de toneladas.

Situação do trigo

O trigo opera em calmaria no mercado interno. No Rio Grande do Sul, as indicações variam de R$ 1.240 a R$ 1.280. No Paraná, ficam entre R$ 1.310 e R$ 1.350. Moinhos relatam vendas lentas de farinha e derivados. Produtores ainda indicam redução de área. O plantio pode ficar abaixo de 2 milhões de hectares, ante 2,5 milhões na safra passada.

Arroz e feijão

No arroz, a colheita entra na reta final. A produção brasileira deve ficar perto de 11 milhões de toneladas, abaixo das 12,8 milhões do ano passado. No feijão, a oferta de carioca nota 9 segue escassa. As indicações variam de R$ 385 a R$ 415. O feijão preto mostra leve pressão positiva, com valores nominais entre R$ 170 e R$ 200.

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